Publicada em 15 de Junho de 2010 às 10h49 Versão para impressão
Ferrer Freitas, Teresina-PI disse:
Deixado em 20/06/2010 às 09h14
Caro Rogério, seu comentário mexeu comigo, como não poderia deixar de ser, pois vindo de um cronista de seu nível, teria que mexer, e muito! Quando da morte de Armando Nogueira, lembrei-me muito de Você. Sempre tive em mente a idéia de tentar fazer chegar ao cronista-poeta de Xapuri (Acre) sua crônica sobre Garrincha, a propósito da ida deste a Oeiras. Digo isso pelos textos antológicos do notável jornalista sobre Mané. Num deles encontra-se esta pérola, que, se não me engano, foi dita mais ou menos assim: "a superfície de um lenço, para ele, era um latinfúndio." Outra genial foi dedicada ao velho Nilton Santos, que fez 85 anos há pouco tempo: "Em campo parecia tantos e, no entanto, eras um só, Nilton Santos." Tenha a certeza, caro Rogério, que comentários como o seu dão um ânimo danado para continuar escrevendo, dentro do que me propus até agora. É aquilo mesmo, cara!
rogério newton, João Pessoa-PB disse:
Deixado em 19/06/2010 às 15h08
Caro Divino Côco, concordo com o que você falou. Porém (e sempre tem um porém, como diria Plínio Marcos), não acho que o texto de Ferrer seja "comentário", mas uma crônica. Há muito, Ferrer vem se dedicando a esse incompreendido gênero literário. Sua matéria-prima sempre foi Oeiras, de onde retira tipos humanos, casas antigas, clérigos, serenatas, solos distantes de memórias boêmias... Embora essa crônica do Ferrer, como muitas outras, fale, na visão do cronista, de ?um tempo feliz que passou?, talvez um dos seus maiores méritos seja nos revelar certa memória social e afetiva. O cronista e a pessoa humana do Ferrer têm verdadeira adoração por homens e mulheres simples e inesquecíveis que viveram ou ainda vivem em Oeiras. Por isso salva os que pode da devoração de Cronos. E salva a nós mesmos pela oportunidade de receber o afeto que essas crônicas encerram.
Cassí Neiva, Oeiras-PI disse:
Deixado em 18/06/2010 às 11h51
Prezado Ferrer,
Parabéns pelo excelente texto que evoca com saudosismo o nobre oeirense Geraldo. Aos familiares do mesmo o nosso profundo pesar.
Ferrer Freitas, Teresina-PI disse:
Deixado em 16/06/2010 às 17h00
Grato, Divino. Ele era também chamado pelos amigos de Geraldo de Leomiza, esta, sua mãe, uma mulher pequena e muito alegre. Frequentava muito a casa de dona Regina Carvalho, mãe de Rosa, Ana e de um filho-homem falecido moço, de quem só ouvia falar pelo apelido de Didi. A velhinha Regina, era chamada por muitos, sobretudo pelos meninos de Lalá e João Burane, de Gingina. Ela criou ainda uma mulher divertidíssima conhecida por Lindoca, mãe de Zezé, viúva de Fernando de Joaninha e Daniel. Lembra dele? Lindoca era costureira e só vestia preto, desde a morte de seu marido, assassinado de modo covarde, segundo contava. É isso aí, velho Divino. Raimundinha, sua mãe, com seus olhos verdes, também deixou muita saudade.
Baltazar Dias Monteiro, Teresina-PI disse:
Deixado em 16/06/2010 às 11h23
Mas uma vez Ferrer, voce nos brinda com comentários pra lá de primorosos, apesar da noticia da partida do Sr. Geraldo, a quem não conheci, mas houvi falar, deixo aqui também minhas condolências aos familiares.