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Ingressos para os jogos da Copa do Mundo em 2014 no Brasil serão vendidos somente pela internet

Publicada em 11 de Junho de 2010 às 15h41 Versão para impressão


 Especialistas garantem: a Copa de 2014 vai provocar uma ruptura. Surgirá um novo modelo para um velho prazer: assistir a um jogo de futebol.

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Comprar um ingresso para um jogo de futebol na bilheteria. Só no Brasil isso é um hábito de mais de um século e que vai terminar.

“Não vai ter bilheteria no Morumbi, não vai precisar ter, porque a venda será por internet”, adianta o arquiteto do projeto do Morumbi Ruy Ohtake.

Um dos muitos avanços no sentido do conforto para o torcedor.

“Eu gostaria de receber o meu ingresso em casa, de uma forma mais cômoda. Não pegar a muvuca que está no estádio”, comenta um torcedor.

“Esse é o grande legado que a Copa do Mundo vai trazer ao Brasil. É a mudança de comportamento do torcedor, é a mudança de equação financeira que o estádio tem em relação ao futebol e a mudança de paradigma de segurança e de conforto dentro dos estádios”, diz o arquiteto do comitê organizador da Copa, Carlos de la Corte.

O futuro passeia pelas maquetes eletrônicas dos projetos. Todos os estádios terão coberturas translúcidas, torcedores livres da chuva. A Fifa exige que as obras comecem no início de 2010. O prazo de entrega das arenas termina no fim de 2012, para que tudo possa ser exaustivamente testado até a Copa.

Isso é para evitar surpresas, como a do estádio de Frankfurt, na Copa das Confederações de 2005, um ano antes da Copa da Alemanha. A cobertura cedeu à chuva. Foi a indesejada inauguração da cachoeira de Frankfurt e o mundo inteiro viu.

“A previsão é que na Copa do Mundo do Brasil você poderá chegar a 30 bilhões de pessoas vendo a Copa do Mundo e, por consequência, vendo o Brasil”, adianta o presidente do comitê organizador Ricardo Teixeira.

A Fundação Getúlio Vargas estima que a Copa no Brasil deve gerar mais de três milhões de empregos nos próximos cinco anos. Só em reformas e construções de estádios, devem ser investidos mais de R$ 3 bilhões. A partir de hoje, as cidades sedes passarão a ser cobradas, fiscalizadas, para que os prazos sejam cumpridos.

“O comitê organizador segue para que tudo seja cumprido a tempo e a hora até a realização da Copa do Mundo”, diz o presidente do comitê organizador Ricardo Teixeira.
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Fonte: vooz  |  Edição: Patrick Ernandes

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