Professora renomada, atuante, com graduação e especialização em matemática pela UESPI, Luzia Alves Saldanha Maia, destaca-se diante da profissão, em especial, pelo autentico poder versátil e comunicativo.
Reconhecida pelo brilhantismo trabalho na arte de educar, dentro das ciências exatas, nas escolas do município de Oeiras, conquistou o prêmio de primeiro lugar em 2001 na promoção “Meu Professor é Nota 10”, de iniciativa de uma loja de cosméticos de renome nacional que há anos atua na cidade de Oeiras.
Foi diretora da Unidade Escolar Eva Feitosa por quase cinco anos e como uma das suas conquistas a escola ganhou por dois anos o prêmio Gestão Nota 10.
Há mais de um ano à frente de relevantes serviços prestados como gerente da 8ª Regional de Educação do Estado do Piauí com sede em Oeiras e município jurisdicionado, ela vem se destacando pela forma ímpar como acolhe todos os programas voltados à educação, com a sua maneira de comunicar-se espontânea e diretamente; o que de certo tem rendido credibilidade e bons resultados.
Gente da Vila - Como vai a educação na 8ª GRE?
Luzia Saldanha - Nossos resultados têm sido bons, não tão bons como almejamos, mas temos conseguido atingir as metas estadual e nacional, no que diz respeito ao IDEB, Prova Piauí, Prova Brasil, ENEM, etc. Sabemos que a educação vem passando por um processo de melhoria da qualidade do ensino; muitos investimentos te sido feito na aplicabilidade de programas e projetos, porém os resultados na educação são sempre a longo prazo.
G.V.- Sabe-se do altíssimo investimento na educação pública. Como estão sendo empregados esses recursos?
L.S.- Os recursos empregados na educação pública buscam melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem dos alunos. São recursos empregados na formação e especialização dos professores e demais funcionários, na implantação de programas e projetos, como estratégia de trabalho para melhorar o posicionamento do profissional na sala de aula, ou na gestão da escola, de modo que o foco sejam os anseios do aluno no sentido de melhorar suas capacidades e habilidades em aprender de fato e de direito. A exemplo disso temos os centros de educação em tempo integral- CEMTIS, Qualiescola, Gestar II, Gestão Nota 10, Brasil Alfabetizado, dentre outros. Enfim, posso dizer que são vários investimentos com diversos fins.
G.V- Como você ver a participação dos sindicatos em relação ao avanço da educação; eles favorecem ou não?
L.S.- De maneira positiva, uma vez que todos estão imbuídos no mesmo propósito: melhorar as condições de trabalhão dos profissionais, visando com isto uma melhor qualidade de ensino.
G.V.- Todos os programas educacionais tem tido apoio da 8ª GRE. O que a implantação desses programas já conseguiu transformar?
L.S.- Como representante da SEDUC nesta GRE, tenho me imbuído de muita responsabilidade no sentido de fazer acontecer de fato todos os programas, aqui implantados, procurando conhecer a especificidades d cada um deles, os objetivos a serem alcançados e mais que isso, dando todo apoio aos meus colaboradores e com isso vem dando certo; temos conseguido uma melhoria na qualidade do ensino, uma gestão democrática e participativa, acréscimo no ingresso dos alunos nas universidades, a alfabetização de adultos, um melhor desempenho da aprendizagem, nos programas de conexão de fluxo, a satisfação dos alunos e pai nos centros de educação profissional, no centro de educação de tempo integral e jornada ampliada, uma satisfação dos professores na formação continuada, nos programas que visam a qualificação dos profissionais, a exemplo do Qualiescola e Gestão Nota 10.
G.V.- Os professores da 8ª GRE dominam bem suas respectivas matérias e como está o preparo dos mesmos?
L.S.- Dentro da expectativa que a maioria dos professores tiveram acesso ao Ensino Superior e que isso contempla por demais a qualidade dos seus conhecimentos, é de esperar que eles tenham domínio tanto dos conteúdos como da estratégia de trabalho com seus alunos em sala de aula, mas nem sempre os resultados são tão satisfatório como desejávamos. Há sempre aqueles que precisam melhorar seu desempenho para alcançar o que é satisfatório em suas áreas de trabalho. Eu daria nota 8 ao trabalho dos professores da 8ª GRE, visto que Oeiras sempre se destacou no campo educacional, com professores de muita responsabilidade, vaidosos, organizados e competentes; mas não se pode negar que falhas existem.
G.V. – Uma das maiores preocupações em formar os alunos é prepará-los para a vida e, em meio a essa idéias conduzi-los à Universidade enfrentando Psiu, ENEM e outros testes que são indicadores da qualidade de ensino das escolas. Isso tem sido fácil?
L.S.- Não, não tem sido fácil. Nosso alunado na sua maioria não tem consciência do significado do que é o ingresso dele na universidade, a oportunidade de portas que se abrem para o mercado de trabalho, sem falar naqueles que além de estudar trabalham e param no meio do caminho, não concluem o ensino médio ou que só concluem e param, indo em busca de um emprego para a sustentabilidade do momento e, esquecendo seus sonhos de uma melhor qualidade de vida. Sabemos que há uma necessidade de ampliação dos cursos universitários para que nossos jovens possam ter mais escolhas e também, que os professores direcionem mais suas atividades para prepara-los para o vestibular.
G.V. – Em recente entrevista, em uma revista de circulação nacional, o então secretario estadual de educação de São Paulo, ex-ministro de educação no governo Fernando Henrique, o economista Paulo Renato Souza afirma que é preciso premiar o esforço e o talento para tornar a carreira do professor atraente e, que o bom ensino depende disso. Como você analisa essa afirmativa?
L.S. – É muito interessante e motivará aqueles que já fazem os eu trabalho com muito prazer e dedicação. Não sei se isso influenciaria aqueles menos comprometidos. Premiar sim, mas ainda é preciso um salário digno de sua responsabilidade que é de formar homens críticos e competentes, para que o professor possa viver com dignidade. Também sou a favor da avaliação do desempenho e até punição, pois sabemos de muitos descasos por parte de alguns profissionais da educação e talvez para esses um salário digno não resolvesse o problema.
G.V.- O que se pode esperar da educação para os próximos anos?
L.S.- Que a educação no Brasil, no Piauí e no mundo venha ser a superação de todas as mazelas que a sociedade hoje enfrenta em relação à vida, aos laços familiares desfeitos entre pais e filhos, à solidariedade e fraternidade, a prostituição de menores, a falta de religiosidade e respeito ao próximo.
G.V.- Como pensa a Luzia Saldanha mãe, professora, hoje gerente regional de educação em relação a educação atual.
L.S.- Como gerente regional vejo que a educação tem se apresentado com um novo olhar, resultado da elaboração e aplicabilidade de metas e programas que oferecem uma educação diferenciada e de qualidade. A SEDUC vem se destacando diante da elevação por que se encontra a educação estadual, prova disso são os altos índices que indicaram a aprovação recorde do governo na avaliação dos serviços na área da educação, com uma aprovação de 75,43%, segundo o Instituto de Amostragem entre os dias 27 e 30 de junho. Os investimentos e atuação que o governo e o secretario de educação tem feito é algo jamais visto, mas ainda estamos engatinhando. Espero que os próximos governantes tenham esse mesmo olhar para a educação.
Como mãe e professora, sinto-me confortada em ver meus filhos, netos e alunos inseridos dentro dessa diferenciação que hoje faz uma educação de qualidade.
G.V.- Que marca procura sempre registrar e que através da qual gostaria de ser lembrada por durante o período que gerenciar os trabalhos da 8ª GRE?
L.S.- De ser uma pessoa aberta, comunicativa, espontânea e direta, comprometida no que faço com muita dedicação e amor ao trabalho, atendendo a todos sem distinção ou acepção de pessoas e, jamais perseguir algum colega levando em consideração a questão política ou partidária: esta é a minha marca registrada.
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