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Ministro da Justiça autoriza e Polícia Federal vai investigar morte de Fernanda Lages

Publicada em 09 de Novembro de 2011 às 23h15 Versão para impressão


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, finalmente autorizou nesta quarta-feira (09) a entrada da Polícia Federal nas investigações do caso da morte da estudante de Direito Fernanda Lages, encontrada morte no dia 25 de agosto na obra da nova sede do Ministério Público Federal. A decisão acontece nove dias depois do pedido da Procuradoria-Geral do Estado do Piauí.

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A entrada da PF nas investigações foi solicitada pelos promotores Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha após o inquérito da Polícia Civil, encerrado no dia 25 de outubro, não chegar à conclusão alguma. Na época, a Comissão Investigadora do Crime Organizado (Cico), órgão de inteligência da Polícia Civil responsável pelo inquérito, foi bastante criticada por vários juristas por não conseguir identificar se a morte da estudante, ocorrida no dia 25 de agosto, foi suicídio ou homicídio.

Dois dias após a finalização do inquérito, membros do Ministério Público Federal (MPF) do Piauí decidiram pedir que delegados federais especializados na investigação de homicídios assumam as investigações do caso. Nos quadros da Polícia Federal em todo o Brasil, existem apenas cinco delegados desse gabarito.

Os procuradores federais Marco Túlio Lustosa Caminha, Kelston Pinheiro Lages e Tranvanvan da Silva Feitosa se reuniram com os promotores de Justiça Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha e o Subprocurador-Geral de Justiça, Alípio Santana, para discutir como seria a participação da PF no caso.

Marco Túlio, procurador-chefe do MPF no Piauí, deixou claro o seu posicionamento contrário ao pedido feito pelo Governo do Estado do Piauí para que a PF apenas analise os autos do inquérito instaurado pela Polícia Civil.

"A PF só pode entrar no caso para elucidar, investigar desde o início. Não é para avaliar ou dar nota ou analisar o trabalho já feito da Polícia Civil. O MPF só admite a entrada da PF no sentido de realizar novas diligências, ouvir suspeitos que não foram ouvidos, colher novos depoimentos. Vai começar praticamente do zero, sendo que alguns laudos e informações produzidos pela Polícia Civil poderão ser utilizados. Muito há que se fazer", disse o procurador.

Ele acrescentou que os promotores Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha irão continuar participando ativamente da investigação, pedindo, por exemplo, as tomadas de depoimento que julgarem necessárias.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, nos próximos dias será publicada a portaria com a autorização.

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Fonte: Com informações PortalOdia  |  Edição: Jadson Osório

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