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Mulher sem identificação mora em hospital há quase um ano em Oeiras

O sotaque e as suas características aparentam ser da região Sul.

14 de Março de 2017 às 15h50 Imprimir

Atualizada em 17/03/2017 às 12h10

 Uma andarilha identificada apenas como Iêda, de 42 anos, foi encontrada na proximidade do posto rodoviário de Floriano, às margens da BR-230, no dia 8 de maio de 2016, após populares terem a encontrado andando pela rodovia bastante abatida. Os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), abordaram a mulher que estava desorientada e a encaminharam para Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Oeiras.

Ao chegar no local a mulher, se identificou por Iêda e relatou ter 42 anos, mas não possuía nenhuma documentação, não sabia dizer o nome completo, nem de onde vinha e também não sabia informar o nome e contato dos parentes. Assistente social, Camila Moura, conta que a mulher foi levada para atendimento médico no Hospital Regional Deolindo Couto, e desde então, vive na unidade hospitalar.

"Ela é uma pessoa branca, cabelos e olhos claros. Ela foi encontrada muito abatida, pois já estava há muitos dias caminhando e estava com uma mochila com algumas roupas. Nós já tentamos contato com o Caps, acionamos o Ministério Público e também a Polícia Militar, mas ainda não conseguimos identificar esse senhora e descobrir o seu parentesco", disse.

A assistente social revela que Iêda não possui convívio social e fica apenas no hospital. Alguns moradores da região inclusive, se colocaram à disposição para adotar a senhora, mas devido sua situação, por não saber ao menos sua identidade completa, não torna essa ação possível.

"O nosso intuito é dá divulgação ao caso da dona Iêda. O sotaque e as suas características aparentam ser de uma pessoa da região Sul do Brasil. Ela caminhou bastante, estava muito abatida quando a encontramos, não sabemos de onde ela pode ter vindo", acrescentou.

Há quase um ano vivendo em terras piauienses, a equipe de Serviço Social do Hospital Deolindo Couto tem buscado incessantemente realizar o diálogo com a paciente de modo a reinseri-la ao seio familiar. Em avaliação psicológica, observou-se que Ieda apresenta inteligência e comunicação preservadas. Não se observou transtornos psicóticos com alucinações e delírios. Há bloqueios de memória desagradáveis, onde a mesma reprime, seletivamente, memórias importantes.

A equipe do hospital assim como a população do município espera que sejam tomadas as providências cabíveis a fim de assegurar os direitos e interesses da cidadã.





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Fonte: Meio Norte  |  Edição: Redação Oeiras

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