Publicada em 08 de Agosto de 2010 às 22h41 Versão para impressão
Ferrer Freitas, Teresina-PI disse:
Deixado em 15/08/2010 às 19h38
"...só se conformemos/, quando o Joca falou,/Deus dá o filho/,conforme o cobertor..." É isso aí, Joca. Obrigado pelas palavras elogiosas. Grande abraço.
Joca Oeiras, Oeiras-PI disse:
Deixado em 15/08/2010 às 09h43
Adoro Adoniran Barbosa, cresci ouvindo "saudosa Maloca" (onde até tem uum Joca), frequentei o bairro o Bixiga ou Bexiga (acho que tanto faz) nas imediações de onde minha mãe nasceu (na Rua Galvão Bueno, no bairro fronteiriço da Liberdade) mas não nutro a menor pretensão de avalisar nem, muito menos, contestar as palavras do desse cronista da melhor cepa que responde pelo nome de Ferrer Freitas, um dos orgulhos da invicta Oeiras. Ele sabe o que diz porque é um pesquisador e não apenas um diletante. Parabéns, Ferrer, e obrigado por tão bem apresentar aos piauienses o grande paulistado que foi o nosso Adoniram. Aliás concordo plenamente com a comparação que vc fez do Adoniram com o autor de Ronda. Embora não famoso quanto o verso por você citado, existe um outro verso do Vanzolini que eu adoro e que diz assim "Pois se sem você não sou nada, sem meu orgulho eu não sou eu".
Amélia, Teresina-PI disse:
Deixado em 11/08/2010 às 11h27
Como o Joca é paulistano do Bixiga, seria bom ele dizer se tudo que esta na crônica corresponde a verdade. Sei não, mas o nome do bairro não é Bexiga?
Ferrer Freitas, Teresina-PI disse:
Deixado em 09/08/2010 às 15h47
É verdade, Divino! Essa namorada de que você fala é Teresinha, depois sua esposa, que foi foi criada pelos meus avós paternos, Burane e Afonsina. Era filha de uma irmã da vovó, conhecida por Iaiá. Lembro dele, Dentim, falando nisso, marcar (ou desmarcar) os encontros com ela por determinadas músicas postas pra rodar na programação do serviço de alto-falante, cujo primeiro estúdio funcionou em sala da Associação Comercial, no canto superior que dá para o Passeio Leônidas Mello. Depois, mudou-se para dependência da casa de seu Pedro Velho, cujo oitão era geminado ao da casa das minhas tias-avós, Naninha e Mimbom, onde eu morava com minha família, pais e irmãos. Havia um certo controle no namoro pelo fato de Dentim ser um grande boêmio. Lembro que ele fazia os programas, uns três ou quatro por dia, com uma meiota de "branquinha" sempre ao alcance da mão, bem assim um comprimido de melhoral quebrado em pedacinhos pra colocar em "panelões" (cáries) de dentes, com o fim de anestesiar um pouco as dores. O espaço pra valer do serviço era isolado por divisória e tinha uma portinhola, além de cobertura superior com um pano esticado. Como ele gostava muito de revista em quadrinhos, eu estava sempre fornecendo, o que me dava o direito de assistir aos programas de dentro do estúdio. Dentim era uma figura engraçada que estava sempre de bom humor. Havia ainda aquela coisa de oferecer música a alguém sem mencionar os nomes de quem oferecia, nem a quem era dedicada Era mais ou menos assim: "a seguir, vamos ouvir o bolero 'Besame Mucho' que alguém oferece a alguém!" Obrigado, cara por você gostar dos meus textos. Isso me dá uma alegria danada. Grande abraço.
Baltazar Dias Monteiro, Teresina-PI disse:
Deixado em 09/08/2010 às 10h29
Ferrrer ei Ferrer, não vou mais parabeniza-lo aqui no sitio, deixemos para quando nos encontrar-mos aí pelas curvas da vida, voce referiu-se a Antonio Dentim que na vida boemia namorava uma moça sem o consentimento da família da dita (que vivia sob forte vigilância) o velho Dente, simplesmente acordou com ela que os encontros dos dois seriam combinados através da ondas sonoras do alto-falante da PM de Oeiras seja por mensagens cifradas ou através de alguma musica, o final todos sabemos, pelo tamanho da prole que ele construiu com D. Teresinha Campos. Abraços DC.