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Oeiras pode entrar na lista do Patrimônio Cultural Brasileiro

Publicada em 26 de Janeiro de 2012 às 01h14 Versão para impressão

Atualizada em 26/01/2012 às 13h28


Os tombamentos dos Conjuntos Históricos e Paisagísticos de duas cidades piauienses, Piracuruca e Oeiras, serão temas apreciados pelo Conselho Consultivo Patrimônio Cultural, que estará reunido nos próximos dias 25 e 26 de janeiro, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em Brasília.

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A colonização do Estado do Piauí, diferente do que ocorreu em outros estados brasileiros, não foi iniciada pelo litoral, mas sim pelo interior, em virtude das dificuldades de navegação onde fortes correntes marítimas e extensas barreiras de corais obrigavam os navios a se afastarem da costa e dos poucos abrigos seguros e propícios à atracação.

As cidades de Oeiras e Piracuruca representam e materializam a expansão dessa colonização, associada à interiorização da criação do gado baiano e pernambucano, e a uma política oficial da Coroa Portuguesa de controle sobre a região, estratégica para o domínio de seus domínios na América.

Oeiras

Em função de seu valor histórico da primeira capital do Estado do Piauí, entre 1939 e 1940 o Iphan tombou isoladamente três bens em Oeiras: a Ponte Grande, o Sobrado João Nepomuceno (1939) e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória (1940).

A proposta agora é abranger uma área mais ampla do Centro Histórico, que inclui alguns dos trechos mais antigos da cidade, como o conjunto da Praça das Vitórias, o entorno dos riachos do Môcha e da Pouca Vergonha,; o conjunto da Praça do Mercado Público Municipal e Praça Mafrense, e o conjunto do Largo do Rosário.

Além destes, o Iphan também pretende tombar a Casa do Canela, uma antiga propriedade rural de arquitetura tipicamente piauiense e totalmente preservada, e a Casa da Pólvora, o único edifício militar remanescente do período colonial no Piauí, construída para abrigar o paiol das forças militares da Capitania. Associadas a esse conjunto também se destacam manifestações culturais de longa tradição, que permanecem vivas no seio da comunidade em celebrações religiosas como a Procissão dos Passos, a Procissão do Fogaréu, o Congo de Oeiras, etc, e que dão sentido e estrutura ao espaço urbano e a ele estão fortemente vinculadas.
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Fonte: Ccom  |  Edição: Redação Mural da Vila

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Comentários (1)

  • janio , Guarulhos-SP disse:
    Deixado em 26/01/2012 às 12h11

    sera uma maravinha a nossa cidade vira patrimonio cultural brasileiro mais oeiras é uma cidade de historia morta

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