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Prédios históricos continuam em estado de abandono em Oeiras

Publicada em 31 de Janeiro de 2012 às 23h58 Versão para impressão

Atualizada em 03/02/2012 às 02h19


Ao tempo em que Oeiras comemora o fato de ser reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil, alguns prédios que fazem parte da história da cidade estão precisando de reformas urgentes.

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Eles já foram pontos de referência importantes na cidade, viveram o auge e hoje são emblemas da decadência e abandono.

A Casa da Pólvora é uma construção em pedra. Serviu como arsenal, na época da Capitania e Província. No dia 13 de dezembro de 1822, ocorreu o Episódio das Chibatas. Nativos, ao pino do meio-dia, encapuzados, aplicaram várias chibatadas na Guarda Portuguesa deste monumento militar, demonstrando o inconformismo dos oeirenses ante o jugo lusitano que se sofria na epopeia da Adesão do Piauí à Independência do Brasil.



Este monumento marcante para a história de Oeiras e do Piauí, situado no bairro Rosário encontra-se em total estado de abandono, com suas paredes escoradas, cheio de goteiras e infiltrações. Seu acesso é cercado por esgotos e muito mato.

Um outro exemplo é o casarão que ficou conhecido como a Pensão dos Portelas. O antigo casarão está situado no cruzamento da rua Cônego João com a rua Presidente Getúlio Vargas, um casarão do século XIX que grita por socorro. Construção repleta de história e memória de nossa cidade, que há alguns anos encontra-se totalmente em ruínas: a maior parte das suas paredes já desabaram, assim como parte do seu teto.



Os vizinhos da antiga pensão encontram-se temerosos, pois o prédio ameaça cair e prejudicar as outras construções. “Convivemos diariamente com o medo dessas paredes que restam desabar e provocar um grave acidente com as pessoas que passam por aqui”, diz um dos vizinhos ao decadente casarão.



Tanto o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), quanto o Poder Público são conhecedores do fato e nenhuma providência foi tomada, ficando apenas empurrando a responsabilidade um para o outro. Enquanto isso Oeiras assiste a derrocada do seu patrimônio.


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Fonte: Da Redação  |  Edição: Redação Oeiras

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Comentários (2)

  • Ferrer Freitas, Teresina-PI disse:
    Deixado em 01/02/2012 às 17h06

    Lameck, nesta manhã (já de fevereiro), apressado por compromisso assumido, só tive tempo de externar a frase "oportuníssima a matéria!" sobre o assunto abordado nesta página. Por sinal a única, excetuando, é certo, as feitas através de facebook. É, cara, deveras lamentável o estado deplorável em que se encontram a Pensão Portela e a Casa da Pólvora.E chego a dizer, voltando a tempos não tão remotos, que foi duro convencer os administradores e, porque não dizer, a maioria dos nossos conterrâneos, que a grande importância de Oeiras residia exatamente nessas "coisas antigas, minhas velhas amigas", aproveitando aqui o verso do excelso poeta Nogueira Tapety. Tenho mesmo a coragem de dizer-lhe que, não fosse o Instituto e tudo estaria bem pior. A transferência da capital para a Vila Nova do Poty foi um horror! Tivesse permanecido em Oeiras o predicamento e não se estaria hoje cogitando de divisão do Estado. O IHO (não vou citar nomes para não incorrer na injustiça de esquecer algum) foi, desde a primeira hora, espécie de guardião (com olhos de Argos, como disse alguém) do que restou dos velhos casarões. Lamentavelmente não conseguiu salvar (não sei se chegou tarde!) a Casa das Armas, edificada ao lado do Solar das 12 Janelas, a outra pensão, do seu Benedito Propécio, aquela da esquina da rua do Fogo com Getúlio Vargas, bem assim uma outra casa que existia na rua Cônego João. Ainda bem que restou alguma coisa para permitir que essa velha terra, que tanto amamos, torne-se Patrimônio Cultural do Brasil. Parabéns pela abordagem e lutemos pra salvar a Pensão Portela. Com relação à Casa da Pólvora, acho que a saída seria bem mais fácil. Bastaria verificar o rejuntamento das pedras toscas e fazer a retirada de goteiras. Bola pra frente!

  • Ferrer Freitas, Teresina-PI disse:
    Deixado em 01/02/2012 às 10h10

    Oportuníssima a matéria!

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