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Procedimento inédito em alta complexidade no Piauí é realizado no Hospital Deolindo Couto em Oeiras

A cirurgia ortognática foi a primeira realizada pelo SUS em Oeiras, ela corrige a discrepância óssea facial.

03 de Novembro de 2017 às 15h09 Imprimir

Atualizada em 06/11/2017 às 13h58

 Em Oeiras, no Hospital Regional Deolindo Couto (HRDC), foi realizado mais um procedimento inédito em alta complexidade que com certeza vai ajudar na autoestima de uma adolescente.

A cirurgia ortognática foi a primeira realizada pelo SUS em Oeiras, ela corrige a discrepância óssea facial, condição causada quando o osso da maxila e da mandíbula crescem sem sincronia, dando um tom desarmônico para a face e trazendo alguns transtornos.

A cirurgia devolveu o sorriso Suany Soares, 17 anos, que por conta de sua condição facial se sentia excluída socialmente, tendo uma adolescência difícil.  "Ela sempre dizia que o sonho dela era comer uma maçã. Minha filha tinha receio de se olhar no espelho porque não gostava do que via e a cirurgia foi como se tivesse nascendo novamente", diz Sandra Soares, mãe da adolescente, que também elogia os profissionais e a equipe do Hospital Deolindo Couto.

"A paciente era do padrão classe três facial, quando a mandíbula cresce mais que os ossos da face e a maxila cresce menos. Esse tipo de formação geralmente traz dificuldade na mastigação e deglutição, apneia do sono, quadros de cefaleia, estalos e complicações nas articulações temporomandibulares". Essas são algumas das complicações que esse padrão facial provoca ao indivíduo, como explica o cirurgião buco-maxilo que conduziu o procedimento, Pablo Diego. O procedimento é classificado como de alta complexidade, demorando aproximadamente 5h de ato cirúrgico e realizado por dois cirurgiões especialista.

A adolescente será acompanhada por fonoaudiólogos e fisioterapeutas para reaprender a mastigar, sorrir e falar, "é um procedimento que de fato impacta pelo resto da vida da pessoa. Na rede privada o procedimento custa cerca de R$ 80 mil.", comenta o diretor do Hospital de Oeiras, Alípio Sady.

Essa cirurgia em alta complexidade foi possível graças aos investimentos do Governo do Estado na estrutura e implantação de serviços no Hospital de Oeiras, com a abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, com 10 leitos.

A construção da UTI teve investimento de R$962.290,03, oriundos do Governo do Estado e para equipar, a Secretaria de Estado da Saúde contou com emenda do deputado federal Assis Carvalho e programa e projetos da Secretaria/Ministério da Saúde, no valor de R$1,8 milhões e custeio anual de Média e Alta Complexidade (MAC), também do deputado, com recursos de mais de R$1 milhão.

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Fonte: Denise Nascimento  |  Edição: Redação Oeiras

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