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Uma política minúscula que só favorece parentes e aderentes

Publicada em 29 de Janeiro de 2012 às 17h15 Versão para impressão

Atualizada em 30/01/2012 às 14h12


Texto publicado originalmente no PortalAZ

*Severino Neto

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No estado do Piauí a política é feita por famílias, cujos parentes ficam se revezando no poder e nos cargos. Em cada município existe uma família, no máximo duas, que domina a cena política.

É assim nos municípios de Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato, Oeiras, São João do Piauí, Floriano e Teresina. Cito só os municípios mais importantes, porque esses municípios são emblemáticos.

Essa cultura do atraso está sempre se renovando, com novas oligarquias substituindo as velhas e tradicionais, cujas lideranças envelheceram com o município, como exemplo, cito aqui o município Oeiras que há muitos anos vem sendo dominada pelas famílias Sá e Tapety, que enriqueceram fazendo política. Desnecessário dizer, que as suas riquezas foram adquiridas a custa de muito suor e lágrimas. E agora surge uma terceira família (oligarquia) nesse município, querendo entrar no vácuo político, no caso a família Carvalho, representada pelo deputado federal Assis Carvalho (PT-PI). A propósito: o irmão do deputado Assis Carvalho quer se eleger prefeito da fazenda Oeiras.

Oligarquia é uma coisa própria de lugares atrasados, onde os currais eleitorais garantem a perpetuação de uma família no poder, por décadas e décadas. Nos lugares mais desenvolvidos essa coisa não existe, porque o povo não tolera ser visto como gado manso e vaca de presépio.

É bom dar significado as frases “gado manso e vaca de presépio”. A primeira frase se refere a um povo sem vontade própria, imbecilizado, burro de carga e fatalista. A segunda fase faz referência a um povo que só sabe dizer sim. As pessoas que concordam com tudo.

Na realidade a culpa não é do povo. O que se pode esperar de uma gente pobre, miserável inculta e rude? Nada, absolutamente nada. Costuma-se dizer que a culpa é do sistema, que investe na permanência do atraso, para que as elites continuem reinando.

As oligarquias são grupos muitos fechados, onde os aderentes só penetram, quando a lei não permite a ocupação de um cargo herdado de outro parente.


*Severino Neto é jornalista e radialista


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Fonte: PortalAZ  |  Edição: Redação Mural da Vila

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Comentários (4)

  • João da Várzea, Oeiras-PI disse:
    Deixado em 30/01/2012 às 19h50

    Quer dizer que uma provável candidatura de dona Rejane, e eleição à Prefeitura de Teresina, não seria um feito, se consumado, de caráter oligarca? Outra, o articulista diz que oligarquia é uma coisa própria de lugares atrasados. Por acaso o Piauí tem algum lugar adiantado? Qual a terra dele mesmo? Ora seu Severino, tenha santa paciência!

  • Rodrigo Campelo de Sousa, Oeiras-PI disse:
    Deixado em 30/01/2012 às 09h41

    Pena que uma pessoa vinda do próprio povo é vista por maus olhos, tal como posso citar a vida de Luiz Inácio Lula da Silva, a qual um cidadão pobre que lutou bastante para a dignidade de um povo humilde e que sempre estavam a par dos comandos de oligarquias manipuladoras e que tinham um completo descaso com o resto da sociedade. Muitos como o senhor jornalista citou não são cultos o suficiente para entender que eles não precisam ficar marcados por família A ou B...isso não se reflete só na política piauiense mas em muitas outras Brasil a fora. O atraso desta cidade é por causa deste "bendito" voto de cabresto, sem ter outras alternativas para seguir ou falta de oportunidade(tbm medo) de uns a se candidatarem...
    Mas enquanto o pensamento das pessoas não mudar, vive-se a cultura do atraso. Os Jovens é quem têm que por iniciativa a um mundo melhor e uma cidade agradável de se viver...não só de festas vive o homem e saibam que usar o dinheiro público para coisas desnecessárias é um prejuízo tremendo. Bom...encerrarei por aqui, só quis deixar minha opinião sobre o referente artigo.

  • raimundo sa, Teresina-PI disse:
    Deixado em 29/01/2012 às 21h36

    nao me sinto atingido pelo que diz o ilustre jornalista, afinal temos de lembrar o filosofo voltaire e ademais , o papel e agora a telinha aceitam tudo. sou trabalhador e filho de quem trabalhou para me proporcionar estudos. quanto a oeiras, nos oeirenses sabemos como trata-la.

  • alicia moreira lopes, Oeiras-PI disse:
    Deixado em 29/01/2012 às 18h35

    eita piula! Pena que a grande maioria faz de conta que isso não existe.

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