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Viva oeiras realiza projeto dançando na praça

Publicada em 29 de Julho de 2009 às 01h26 Versão para impressão


Realizou-se, neste final de semana (28 e 29), na Praça do BEC, o primeiro evento do Projeto Dançando na Praça. Foi mais uma realização do Espaço Arte, que vem promovendo ações culturais há quatro anos em Oeiras, em parceria com Associações Culturais e Grupos de Bairro. Esta etapa do projeto contou com a parceria da Quadrilha Xandanga e apoio do empresariado local.

Durante a noite do evento, foi entregue a premiação do Primeiro Torneio de Futebol de Areia de Oeiras, organizado Pela equipe Viva Oeiras Esporte e Lazer e Quadrilha Xandanga.

O projeto Dançando na Praça tem o objetivo de promover e divulgar todo tipo de ações socioculturais da nossa cidade e região, transmitir o conhecimento deixado pelos antepassados e repassar para as gerações futuras sem descaracterizar o valor e a beleza peculiar da cultura popular. “Este rico patrimônio vem sendo desvalorizado por aqueles que dizem apoiá-lo e mesmo pelos que o praticam. Neste projeto, objetivamos divulgar os conhecimentos transmitidos através dos meios de comunicação. Ao tempo que tentamos promover inclusão social na participação de jovens, adolescentes e adultos, transformaremos o material organizado e apresentado em arquivo documental sob forma de fotografias, vídeos e textos a fim de que nossa cultura não seja extinta”, explica Jadson Santos, autor do projeto.

O evento que contou com boa participação popular pretende fazer um resgate da verdadeira cultura popular, sendo que muitas dessas manifestasções estão perdidas, e algumas delas completamente extintas.

“As danças folclóricas populares são os retratos da alegria e da fé, a expressão natural de um povo, diferente das músicas enlatadas e massivamente impostas pela mídia que gera uma cultura pobre, passageira e sem nenhuma expressão. Nosso folclore passa de geração a geração. Em Oeiras, essas representações são muito fortes. Quem não lembra o Mestre Quelé que, nas noites de lua clara, sobre o lajedo, fazia sua brincadeira de boi. De Luiza Querré e Dona Roxa que, na beira do rio armava seu altar com santinho de barro e convidava amigos e parentes para dançar e assim cumprir sua promessa a São Gonçalo? Hoje temos a oportunidade de relembrar todos aqueles que começaram este trabalho para que seus filhos e netos não deixem morrer estas tradições”, complementa Jadson Santos.

Cada praça de cada bairro acolherá um evento e culminará com um festival de arte popular na cidade.


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Fonte: Mural da Vila  |  Edição:

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