"A música é minha religião" Piaui - Mural da Vila - Noticias de Oeiras, Floriano, São Francisco, Simplicio Mendes, Colonia do P
27/10/2009 às 12:01:02
Entrevista com Vivaldo Simão
"A música é minha religião"

Ele é músico, poeta, acadêmico de Letras, foi idealizador e vocalista da banda Geração Perdida e segue carreira solo, sempre fazendo muito sucesso, encantando a todos com sua bela voz e bom gosto musical. No último festival de cultura, não foi convidado a participar. No entanto, fez participaçõesa mais que especiais nos shows de Vanúsia Marques e de Vavá Ribeiro, onde foi ovacionado pelo público. Confira a seguir uma entrevista com Vivaldo Simão.

Mural da Vila - Como a música surgiu na tua vida?

Vivaldo Simão - Outro dia descobri uma coisa interessante. Meu avô materno era músico amador, tocava rabeca ,de ouvido mesmo, e as crianças do interior ficava doidas quando ele passava tocando. Quem me contou essa história foi uma das crianças da época, que hoje é o músico Josué. Então suponho que ela entrou primeiro pelos genes. Durante minha infância toda meu contato com a música foi escasso. Meu pai, que é evangélico, era muito rígido e não permitia que a gente cantasse ou ouvisse música “profana” em casa, Mas lá pelos meus doze anos ele foi morar fora de casa por uns tempos e meu irmão comprou um aparelho de som. Lembro de ser acordado bem cedo com O tempo não pára, de Cazuza. No caso, fui acordado num sentido muito mais amplo! A partir dali o rock e a MPB passaram a ser uma necessidade quase que espiritual. Eu diria que a música é a minha religião.

Mural da Vila - Você é tido como um dos melhores cantores de Oeiras, como você avalia esse reconhecimento?

Vivaldo Simão - Depende do tipo de reconhecimento ao qual você se refere. Tem um bom numero de pessoas que gostam do que eu faço mas por outro lado não há um ambiente favorável, nem pra mim nem pra ninguém que trabalha com música aqui. Eu já acompanhei de perto o pessoal de Picos realizando grandes eventos. Senti a diferença do tratamento dado a eles por lá. As empresas dão patrocínios decentes, há um envolvimento maior dos órgãos responsáveis pela promoção de atividades culturais. Aqui a gente é muito limitado. O público, por si só, não pode fazer muita coisa. Eu toco por aqui a seis anos e tenho recebido mais apoio verbal do que qualquer coisa mais concreta. Só isso não basta.

Mural da Vila - Por conta desse reconhecimento, no último festival de cultura você foi ovacionado pela platéia. O que aquele momento representou para você?

Vivaldo Simão-Olha, qualquer artista oeirense sente o peso que é ficar de fora de um evento que tem a palavra “cultura de Oeiras” no titulo. A Vanúsia, quando soube que eu não havia sido convidado, chegou a propor que dividíssemos o tempo do show dela, mas eu não achei justo porque o tempo dado a ela no festival já era muito pouco. Mesmo assim combinamos dois duetos. Acabou saindo apenas um por conta do corte que fizeram no tempo de apresentação que ela teria. Foi muito surpreendente pra mim o convite do Vavá, alguns dias antes do festival. Eu acho que Vanúsia e Vavá, como artistas, por tudo que já passaram, conhecem bem esse peso de “estar de fora”. Foi fantástico. A reação das pessoas foi incrível. Eu acho que tudo isso representou uma baita interrogação lançada no ar: Por que não eu?

Mural da Vila-Depois de participar de algumas edições do Festival de Cultura de Oeiras, este ano, você não foi convidado. Qual a explicação para você ter ficado de fora?

Vivaldo Simão-Não sei. Gostaria muito de saber. Meu nome esteve na programação no inicio. Soube que estava divulgado no site da prefeitura, acessei, confirmei que estava e mandei um email à prefeitura sugerindo que, antes de divulgar nomes, eles entrassem em contato com a gente pra acertar detalhes como: cachê, data, duração do show. No dia seguinte meu nome já não estava mais na programação. Talvez meu email tenha sido mal interpretado.

Mural da Vila - Qual a avaliação que você faz dessa edição do Festival de Cultura de Oeiras?

Vivaldo Simão - Houve grandes acertos e erros. Zeca Baleiro, Xangai, Ensaio Vocal, Emerson Boy, Soraya, Vavá, o espaço climatizado foram os grandes acertos. Os problemas com os shows de Vanúsia e Luciana, a divisão de palco, a falta de dinâmica entre os palcos, os problemas com horários, a ausência das palestras relevantes e a divulgação escassa das oficinas (pouca gente soube) foram os ponto baixos. Mas certas coisas são compreensíveis por ser uma equipe nova. Haverão outros festivais, ainda há muito o que se ver, eu espero.

Mural da Vila - Nesses últimos dias, por conta do festival de cultura, muito foi falado sobre a valorização dos artistas locais. Há de fato essa valorização?

Vivaldo Simão - É aquilo que eu havia falado antes, há mais o verbo que o ato. Até houve umas tentativas de organização, como a Casa dos Músicos, mas a coisa não anda só com o esforço dos músicos e do público. Agora, em relação ao festival, falar em valorização de músicos locais é puro exercício de verborragia.

Mural da Vila - Você fez uma participação mais que especial no show de Vavá Ribeiro, que é considerado por muitos como o melhor cantor do Piauí. Qual a emoção em ter tido a oportunidade de cantar dois dos maiores sucessos de Vavá?

Vivaldo Simão - O Vavá, que eu considero um dos maiores cantores e compositores do país hoje, me disse no camarim, antes do show, que viu uma maturidade muito grande nas coisas que escrevo (poemas, músicas). Eu acho que esse tipo de comentário, a atitude de me convidar e a reação do público foi a parte mais emocionante da coisa. O ato de estar no palco com ele foi um complemento. Se eu não tivesse cantado, só o fato de ouvir as coisas que ouvi e receber o convite já teria valido. Ficou uma gratidão sem tamanho, por ele e pelo feedback do público.
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Mural da Vila - Quais as suas influencias musicais?

Vivaldo Simão - Eu gosto de música, sem barreiras temporais, geográficas ou estilísticas. Basta uma letra bonita, sincera, uma melodia bem feita... Mas influencia mesmo eu acho que vem quase toda do rock brasileiro e inglês dos anos 80 e da MPB da década de 70: Legião, Engenheiros, Cazuza, Caetano, Gil, Chico, Milton, Smiths, The Cure, Joy Division... Por aí dá pra ver a elasticidade do meu gosto musical.

Mural da Vila - Oeiras já teve diversas bandas de rock, mas nenhuma delas conseguiu de fato se estabelecer. Você esteve à frente da banda Geração Perdida, que além de você tinha excelentes instrumentistas. Por que as bandas de rock de Oeiras não conseguem ter vida longa?

Vivaldo Simão - Porque o rock ainda não é entendido da maneira certa pelas pessoas. A Geração acabou acima de tudo por falta de motivação. Éramos imaturos, levamos muitos canos, fomos roubados algumas vezes (em alguns casos em grandes quantias), éramos mal pagos, sofremos preconceitos, como as pessoas inventarem que usávamos drogas e pegávamos rachas de carro, sendo que ninguém dirigia, nenhum tinha carro, ninguém fumava e bebíamos num nível muito normal. Mas era isso: as pessoas associam rock a baderna, alienação, quando é justamente o contrario. Todo mundo lia muito, tinha o Adalvan e o Adaljerry, fascinados por filosofia, eu por literatura, o Alisson, que hoje ta cursando medicina. Eu até dizia que a Geração era o melhor pré-vestibular do mundo: todos os integrantes que tocaram na banda passaram entre os dez primeiros colocados nos vestibulares. Enfim: as bandas de rock por aqui não duram porque não são pagas justamente e nem são respeitadas, essa é a verdade!

Mural da Vila - A nível de Piauí, quais os cantores e bandas que você admira?

Vivaldo Simão - O Piauí tem hoje dois dos melhores artistas do país. Na MPB, o Vavá. No Rock, a Validuaté, que pra mim é a melhor banda de rock do país no momento. No mais gosto muito da Gramophone, da Soraya, do Teófilo, do Roraima...

Mural da Vila - Qual a avaliação que você faz dos cantores de Oeiras? Que artistas locais você admira?

Vivaldo Simão- Não é toda cidade que tem cantores do naipe de Vanúsia, Kariny, Luciana. Eu gosto de todo mundo, até porque a admiração transcende a questão profissional, há todo um envolvimento pessoal também. E têm o pessoal que é injustamente esquecido, os músicos: o Hytalo, pra mim o melhor violonista que temos em Oeiras hoje, os rapazes do Eduardo e banda, que, aliás, estão compondo comigo num projeto chamado Plano Z, Felipe, Pablo, Barroso... Meus grandes amigos Kauã, Carlos Vinil, Adaljerry e Adalvan, que tocaram na GP comigo, enfim.

Mural da Vila - Temos em Oeiras uma galera de músicos bem nova e muito boa que está surgindo. Falo de Pablo, Barroso, Felipe, Amadeus, que vêm tocando com os cantores locais. Que avaliação você faz dessa, digamos, “renovação”?

Vivaldo Simão - Eles são ótimos. Espero que não passem pelo que passamos com a Geração Perdida. A gente levou tanta porrada na cabeça que o Adalvan, um cara talentosíssimo, desistiu da música. Espero que essa turma tenha mais espaço e seja mais valorizada. Assim dentro de alguns anos teremos um staff de músicos em um nível altíssimo.

Mural da Vila - Além de músico você é poeta, e muito elogiado por intelectuais do Piauí, já tendo recebido algumas homenagens e gravado para alguns programas de TV. Há um projeto de lançar um livro?

Vivaldo Simão - Eu quero muito. Temos o plano de lançar O Baião de Três, uma coletânea de poemas publicados no nosso blog (www.obaiaodetres.blogspot.com). Tenho uns projetos meio doidos também, todos coletivo, com o Edilberto Vilanova e o Rogério Freitas, como por exemplo, um romance em versos chamado “O menino que queria ser pássaro”

Mural da Vila - Quem é o Vivaldo cantor, o Vivaldo poeta e o Vivaldo pessoa?

Vivaldo Simão - Não tem muita diferença entre os três. Um é conseqüência do outro. A diferença é só a forma que cada um se manifesta: uma pelo canto, um pelo verso, um pelo ato.

Mural da Vila - Oeiras. O que a cidade representa para você, para o teu trabalho?

Vivaldo Simão - Tudo!Leio O.G. Rego dizendo que Oeiras fez dele um escritor e sinto, que do mesmo modo, Oeiras me fez o que eu sou, pelo bem e pelo mal. Tudo que eu escrevo e canto vem da leitura do mundo que Oeiras plantou dentro de mim, e do mundo que Oeiras me revela, externamente.

Mural da Vila - Deixe sua mensagem aos leitores do Mural da Vila.

Vivaldo Simão - Um abraço a todos aqueles que gostam de mim. Espero que continuem me acompanhando pela vida afora até quando não houver mais caminho.

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Lameck Valentim
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Comentários para esta notícia
  Nome: Junior Viana
Cidade: oeiras Data: 27/10/2009 às 12:32:17
Segundo William Shakespeare: ‘O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.” É nesse sentido que me transponho em falar de Vivaldo Simão, amigo de indelével admiração e de inefável capacidade de trabalhar com a linguagem, deixar um cara desse fora de um festival como o de Oeiras é de certa maneira um desrespeito com o artista, pois, ali é o momento oportuno de ufanarmos os nossos conterrâneos que fazem arte. Há muitos dias e anos, sei que em Oeiras as picuinhas e os desafetos invadem os lugares e fazendo um estrago monstruoso. Mas creio que Vivaldo é bem mais do que isso. Nos mais parabéns garoto... Ha um ditado popular bem sábio: nada melhor que um dia após o outro.
  Nome: Edmo Campos
Cidade: Teresina Data: 27/10/2009 às 12:40:33
Lembro-me da primeira vez q encontrei c/ esta figura, em 2004 num ensaio/gravação da Geração Perdida para o já extinto Zooeira Festival. Vi de cara a garra desse rapaz. Uma pessoa muito simples e talentosa que evoluiu bastante na sua arte e hj começa a colher os frutos do seu esforço. Merece todo apoio, espaço e reconhecimento. Parabéns amigo Vivaldo, seu caminho vai longe! Pode crer!
  Nome: Adalgisa Pavão
Cidade: Oeiras-PI Data: 27/10/2009 às 12:53:48
Não tô entendendo.
Vanusia cantou no festival?
Coitada. Ninguém viu, nem comentou.
Tbm se foi no palco pequeno, ninguém ia ver mesmo.
É uma pena por q poderia ter arrasado no palco grande como Soraia.
Como costumam dizer, Oeiras é uma péssima mãe e uma otima madrasta!
  Nome: Josevita Tapety
Cidade: Oeiras Data: 27/10/2009 às 13:37:10
Queridos!!! Nada no mundo pode lhes tirar ou roubar o que faz parte de voces. A pequenês dos atos mediores e superficiais em nada lhes diminui. Apenas demonstra a fragilidade da incompreensão, da inveja e da falta de capacidade em realizar grandes feitos compartilhado com a sociedade.
Egocentrismo bobo,mesquinharia,politicagem barata - quase psicopatia - não engrandecem a ninguém. Tudo isso passará e o talento de voces cresce a cada novo desafio. Persistam,unam-se cada vez mais como classe pensante,capaz e forte. Contem conosco.
Parabéns aos queridos jovens da Casa dos Músicos( Vivaldo já nomeou a quase todos os queridos sobrinhos. Queridos poetas esquecidos e maravilhosos, atores e atrizes, artesãos e artistas nosso clube do Vinil e da poesia, estudos de música, artes, desenho...o espaço é de vocês. Super beijo da tia Josie. PARABÉNS!
  Nome: Carlos Vinil
Cidade: Oeiras Data: 27/10/2009 às 16:20:30
Comecei na Musica juntamente com o Vivaldo(meu irmão branco) quando criamos a Geração Perdida, e passei ao lado dele tudo que foi citado acima.
Mas a nossa força de vontade e paixão pelo que fazemos nunca nos fez desistir, muito pelo contrario.
O Vivaldo, por exemplo, amadureceu muito desde então e hoje é um artista completo, com uma sensibilidade fora de sério, sensibilidade essa que ele é capaz de passar quando canta, escreve ou conversa com vc numa mesa de bar.
Sucesso Simão, Abç do seu aterno amigo e admirador Carlos Vinil.
  Nome: Valdir Barbosa Arrud
Cidade: Anápolis (GO) Data: 27/10/2009 às 17:33:19
Não é possível fazer-se a programação de um festival só com músicos e cantores da terra. A prefeitura não promove isoladamente o evento, mas ainda o SEBRAE e a FUNDAC. Pelo que sei, de músicos e cantores de Oeiras que se apresentaram foram à cidade Aurélio Melo, Vanda Queiroz, Emerson Boy, Vanúsia e outros mais. Não vejo a coisa com olhos de revanchismo. É preciso acabar com essa coisa pequena de quem não lê pela minha cartilha não presta. Todo mundo tem sua hora e vez. O ideal era que a hora e a vez fossem sempre a mesma, pela cidade.
  Nome: Vivaldo Simão
Cidade: Oeiras Data: 27/10/2009 às 18:02:42
Meu caro Valdir, Vavá, Emerson, Vanda, saõ de fato oeirenses... que residem fora da cidade e já conquistaram espaços. Merecem estar em todos os festivais pelo valor artistico que têm. O que eu estou falando é do fato de NENHUM dos cantores e músicos que residem e atuam em Oeiras tiveram um tratamento digno. O mesmo aconteceu com o grupo de teatro, com os Congos, cuja apresentação acontece bem longe da praça de eventos.E as paletras? E as oficinas? Olha, eu detesto partidarismo, me recuso a dar amém a partido A ou B ou jogar pedra em partido A ou B por questão partidarias. Seria jogar fora tudo que eu aprendi na minha vida! Alías, é a coisa que mais faz falta ao grande parte do povo de Oeiras: Imparcialidade! Me foi perguntado, eu respondi. Não tô julgando administração, tô citando falhas num evento que pode melhorar e muito. Não sugeri um festival ó para os músicos da terra, eu pedi dignidade aos que são daqui e se apresentaram. Você mora em Anapoles? Esteve nesse festival? Viu o show da Vanúsia? da Kariny? da Luciana? dos Bandolins? viu os Congos? Viu as palestras? Participou das oficinas? Suponho que não!
  Nome: Pedro Vasconcelos
Cidade: Oeiras-PI Data: 27/10/2009 às 18:21:58
Caro Valdir,
É muito fácil analisar a cois estando de fora, e nãos entindo na pele as dores impostas pela dificuldade de não ter o seu talento valorizado na sua própria terra.
Vavá, Vanda, Aurélio, Boy, todos eles têm o seu trabalho reconhecido a nível nacional. Esses outros estão lutanto, buscando seu espaço, mas para que isso acont~ça é necessário que não haja nenhum tipo de segregação, que não os relegue a um palco separado, pois talento todos eles têm. O que estes artistas buscam, é o respeito para com o seu trabalho.
Na entrevista em momento algum foi levantado bandeira de A ou B, e sim, o reconhecimento do valor que estes artistas possuem.
Procure conhecer mais de perto os fatos, antes de julgar.
Sugiro estar aqui em Oeira na próxima edição do Festival.
  Nome: Adalvan Ferreira
Cidade: Oeiras-PI Data: 28/10/2009 às 12:24:25
Sou testemunha de tudo o que Vivaldo disse na entrevista, no que diz respeito à falta de apoio e valorização dos artistas oeirenses. Compartilhei com Vivaldo, e todos os que fizeram parte da Geração Perdida, momentos difíceis, nos quais sofremos preconceito, desprezo, falta de apoio(principalmente financeiro); conhecemos de perto a hipocrisia que se manifestava em cada "ajuda" que tivemos de algumas pessoas, que, de certa forma, usavam de má fé para se aproveitarem de nossa imaturidade, na época. Em fim, enfrentamos muitas barreiras, mas também tivemos muitos momentos fascinantes, dos quais não iremos esquecer. É isso aí, força Vivaldo! Estou torcendo por você, e tenho plena convicção que um dia o reconhecimento que você tanto merece está por vir.
  Nome: Rosangela Luz
Cidade: Oeiras Data: 29/10/2009 às 16:10:40
Vivaldo é uma pessoa extremamente talentosa...
Gosto muito dele, pelo músico que é e pela pessoa maravilhosa que há dentro dele!!!
Torço por vc!
  Nome: Augusto kennedy
Cidade: Oeiras PI Data: 03/11/2009 às 11:11:18
Eu desejo comentar pois sou uma dos mais antigos compositores desta terra e o segundo a gravar arte "Musica Calssica de Amigos" de tocar na infancia com Vava Ribeiro e outos. Lembra-se dos Falcões uma das maiores Banda que Oeiras teve, SuperCap, Pagode Negro, Banda Capital, JV.Musical,Realce,Cahcal do Brasil, Valdinho do Acordeon,D´ASSIS & Betinho, Gavias do Forro, Aldo dos Teclados, Emerson & Josue etc. Todos tiveraram ou tem os mesmo sonhos,Mas vc´s com mente de uma Hipocrita Cultura acredita que estes não são grandes artistas da terra Refresquem a memoria: com um teclado eletronico Franck Aguia ganhou a simpatia do Brasil, Estefane que esteve na " PISCINA DOS POBRES "Pity Parque ganhou o publico jovem e vc´s estão bricando de cultura classica, vamos ao debate Casusa , Renato Russo, Raul Seixas se não tivessem morrido estariam no quadro onde anda o artista vc´s querem saber; bota lei de Darvin ,o Dom vem de Deus, dom vem na infancia o resto e tentativa,teatro infatil,represetações escolares formam artistas, e de qualquer ritmo ou cultura se bem feito; com dois pandeiros se faz verdadeira arte, olha o castanha e o caju desligue alienação ,olha a Besteira de bom ou ruim, " cada um no seu quandrado".
  Nome: Vivaldo Simão
Cidade: Oeiras Data: 04/11/2009 às 11:18:47
Se eu fosse Francisco Buarque de Holanda eu diria :
"O que será que será
Que nem mil hermeneutas irão decifrar?"
  Nome: João Carvalho
Cidade: Teresina-Pi Data: 11/11/2009 às 00:23:00
Prezado amigo, Vivaldo Simão,
Oeiras, se quisesse investir, poderia exportar talentos nas artes.Eu sempre acreditei em você, por isto, o Ágora não hesitou em te homenagear em Teresina e em Oeiras, como poeta, junto a teus irmãos poetas: Rogério Freitas e Edilberto Vilanova, e como cantor. Eu não assisti teu show nem quase nada deste festival. Não que não tenha sido bom. Neste período, estive arisco, com medo de sair de casa, e apanhar, por conta de uma interpretação grosseira que fizeram de uma crônica que publiquei no jornal Ágora, com o objetivo de criticar, num tom jocoso, o preconceito que o piauiense sofre lá fora. Respingou aí em Oeiras.

Um grande abraço, e sucesso,

João Carvalho
  Nome: Augusto kennedy
Cidade: Oeiras PI Data: 19/11/2009 às 01:23:34
Vivaldo Simão parabéns, Nem um em um milhão de Hermeneutas,
mas quaquer homem politizado decifra...
  Nome: Augusto kennedy
Cidade: Oeiras PI Data: 19/11/2009 às 01:28:10
O que é ser politizado?
Ótima questão levantada pelo cientista político Emir Sader, na Revista Caros Amigos. Segue o artigo.
"Ser politizado é entender como funcionam as relações de poder em cada sociedade e no mundo em geral. É compreender que, por trás das relações de troca no mercado existem relações de exploração. Que, por trás das relações de voto, existem relações de dominação. Que, por trás das relações de informação, há um processo de alienação.Ser politizado, no mundo de hoje, significa compreendê-lo no marco das relações capitalistas de acumulação e de exploração. Representa entender o mundo no marco da hegemonia imperial estadunidense, baseada na força militar e na propaganda do modo de vida estadunidense.Ser politizado é compreender que tudo o que existe foi produzido historicamente, pelas relações entre os homens e o meio em que vivem. Ou melhor, entre os homens, intermediados pelo meio em que vivem. E que, portanto, tudo o que foi construído pelos homens pode ser desconstruído e reconstruído. Que tudo é histórico. Que a própria separação entre sujeito e objeto - que nos aparece como "dada" - é produzida e reproduzida cotidianamente mediante relações econômico-sociais alienadas.
(...)
E o que é ser despolitizado?
Já ser despolitizado é achar que as coisas são como são porque são como são, sempre foram assim e sempre serão. É considerar que as pessoas sempre buscam tirar vantagens que não têm grandeza para lutar desinteressadamente por um mundo melhor. Que o que diferencia as pessoas é a ambição de melhorar na vida, que a grande maioria não tem jeito mesmo.Entre o ser politizado e o despolitizado está a alienação, a falta de consciência da relação entre nós e o mundo. Alienar é entregar o que é nosso para outro - como diz a definição jurídica em relação a bens. Ser alienado é não perceber a presença do sujeito no objeto e vice-versa, sua vinculação indissolúvel.A luta pela emancipação humana é uma luta contra toda forma de exploração, de dominação, de discriminação, mas, antes de tudo e sobretudo, uma luta contra a alienação - condição de todas as outras lutas."
Fonte: Revista Caros Amigos, abril de 2007.
  Nome: Jessé Carvalho
Cidade: Teresina-Piaui Data: 07/12/2009 às 02:28:22
Meu caro Vivaldo, parabéns! vc merece sim um reconhecimento pelo seu brilhoso e enorme talento. parabéns mesmo
Só não acho que o "Valeduaté" seja a melhor nova banda do país
é eles são bomzinhos mais tem muita gente melhor por aí.
Abraços
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