A filha da vítima de apenas oito meses foi encontrada ao lado do corpo da mãe com sinais de desnutrição e desidratação. Por conta da atual situação do corpo, os familiares de Sandra, que residem em Nazaré do Piauí não vão poder velar seu corpo, que ficará em São Paulo.
Vizinhos e amigas de Sandra chamaram um chaveiro para abrir o apartamento já que a última vez que tiveram contato com ela foi na última sexta-feira, 22 de julho. O forte odor que vinha do imóvel também chamou atenção.
Segundo a Polícia Militar, Sandra estava em cima da cama com várias marcas de agressões, sangue no nariz e na cabeça e duas perfurações de arma branca.
No local, também foi encontrada a filha de Sandra, a bebê de oito meses estava dentro de um berço do lado da cama, apresentando alguns sinais de desnutrição e desidratação por estar sem comer há alguns dias. Ela foi encaminhada para o pronto-socorro da região.
Em entrevista ao JC24horas, a irmã de Sandra, Elisângela, detalhou como tudo ocorreu. "O caso que eu fiquei sabendo foi que a amiga dela me mandou mensagem, perguntando se ela estava aqui e eu falei que não, ai eu perguntei porque, ela me falou que ela estava dois dias desaparecida e eu falei que eu realmente tinha marcado com ela para ela passar o domingo comigo mas ela não apareceu, aí ela falou: ‘então eu vou lá no apartamento dela e vou ver se eu consigo falar com ela’. A porta estava trancada, chamaram o chaveiro, conseguiram abrir a porta e quando abriram viram a cena, ela estava sem vida em cima da cama, a bebezinha estava bem debilitada no berço, ela socorreu a neném primeiro e depois chamou a polícia", declarou.
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Segundo Elisângela, o principal suspeito é o companheiro de Sandra, "Davi Rodrigues", de 30 anos, com quem ela se relacionava há cerca de dois meses. Neste período, ela relatou agressões à irmã, à mãe e a uma amiga. No entanto, a polícia descobriu que ele usava um nome falso. Para as pessoas, ele dizia se chamar Davi Rodrigues. Mas, segundo os policiais, o verdadeiro nome dele é Daniel Ospina Garcia.
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"A gente não tem convivência com ele, conhecia ele a menos de um mês e ele já veio fazer isso. E sobre a gravidez ela já tinha comentado com ele e com as amigas dela. o IML não comentou nada sobre isso comigo. Minha outra irmã ficou com a neném no hospital e eu fiquei no apartamento esperando a liberação do corpo", disse.
O suspeito é mexicano, e, para o entendimento da polícia, isso pode dificultar a identificação de seu paradeiro. Garcia ainda é considerado desaparecido, pois ainda não foi decretada a prisão dele. Segundo a Polícia Civil, ele já foi preso quatro vezes por furto e tráfico de drogas. Apesar de estar em liberdade, Garcia enfrenta um processo de expulsão do Brasil na Justiça Federal. A polícia pediu ajuda à Polícia Federal para verificar se o suspeito deixou o país.
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