Dois homens foram presos nesta quarta-feira (29) suspeitos de participação no assassinato de Antônio Carlos de Amorim, conhecido como Deda, fundador de um projeto social em Picos, no Piauí. A vítima morreu após ser espancada na madrugada de quarta, nas proximidades do Estádio Helvídio Nunes.
Segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Felipe, o primeiro suspeito foi preso ainda pela manhã em Picos. O segundo foi localizado durante a noite, no município de Crato, no Ceará, durante uma ação conjunta das forças de segurança.
"Por volta das 19h30, os policiais civis da DFHT efetivaram a última prisão dos envolvidos. A primeira prisão foi realizada pelas equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil ainda pela manhã, na cidade de Picos", destacou.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate às Facções Criminosas, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) de Picos, que ainda apura a motivação do crime.
A operação contou com o apoio de equipes da Seccional da Polícia Civil de Picos, da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e da Inteligência da Polícia Militar.
Relembre o caso
Antônio Carlos de Amorim morreu após ser brutalmente espancado na madrugada de quarta-feira (29), nas proximidades do Estádio Helvídio Nunes, em Picos.
De acordo com o filho da vítima, Robson Jackson, Antônio Carlos foi abordado por dois homens e agredido. As circunstâncias da abordagem ainda são investigadas pela Polícia Civil.
A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Regional Justino Luz, mas não resistiu aos ferimentos.
Fundador de projeto social
Conhecido como Deda, Antônio Carlos era fundador da Arena Paroquial, projeto social que há cinco anos utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e atende cerca de 100 crianças em Picos.
Além da atuação comunitária, também era músico e integrou, por vários anos, uma banda formada por familiares na região.
Ao lembrar do pai, Robson Jackson descreveu Antônio Carlos como uma pessoa tranquila e muito querida por quem o conhecia.
"Ele era uma pessoa muito proativa, generosa e respeitadora. Nunca teve atrito com ninguém. Todo mundo que o conhecia já sabia da índole dele. Ele sempre foi uma pessoa de bom coração", afirmou.
Fonte: Cidade Verde



