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Laboratório do Rio de Janeiro confirma 1º caso de raiva humana no Piauí em 2026

Os exames foram realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.

Laboratório do Rio de Janeiro confirma 1º caso de raiva humana no Piauí em 2026
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A Secretaria Estadual de Saúde confirmou na tarde desta quarta-feira (29) que o paciente de 17 anos, da cidade de Oeiras, morreu vítima de raiva humana. É o primeiro caso deste ano. O Piauí não registrou nenhum caso de raiva em 2025. Último caso foi em 2024, um paciente de Piripiri. As informações são do Portal Cidade Verde

O adolescente apresentou sintomas como desorientação, vômitos e febre, após histórico de mordida por um sagui cerca de 40 dias antes do início do quadro clínico. Os exames foram realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.

A vítima morava em Oeiras e inicialmente foi atendido na UPA da cidade com quadro grave. Ele foi transferido para o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella e morreu no dia 17 deste mês. 

Veja nota da Sesapi: 


A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que, após a realização de exames, seguindo medidas de saúde pública, foi confirmado o caso de raiva humana em um paciente de 17 anos, residente na zona rural de Oeiras, que veio a óbito no dia 17 de abril, em Teresina, no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella.

O paciente apresentou sintomas como desorientação, vômitos e febre, após histórico de mordida por um sagui cerca de 40 dias antes do início do quadro clínico.

Os exames foram realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.

A Secretaria destaca que adotou as medidas necessárias de vigilância e controle junto ao município.

A Sesapi alerta a população para os cuidados necessários em casos de acidentes com mordidas de animais. Entre as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão: lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; procurar atendimento de saúde o mais rápido possível para avaliação e indicação de profilaxia; não tentar capturar o animal agressor; e manter a vacinação de cães e gatos em dia.















Raiva Humana - quase 100% fatal

De acordo com o Ministério da Saúde, a raiva é uma doença grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que afeta mamíferos, incluindo pessoas. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não for tratada a tempo, quase sempre leva à morte.

Importante: A raiva é de extrema importância para saúde pública, devido a sua letalidade de aproximadamente 100%, por ser uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano (transmitido por cão e gato) e pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação humana e animal, a disponibilização de soro antirrábico humano, a realização de bloqueios de foco, entre outras.

Transmissão

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.

Não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

Sintomas

Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos (pródromos) da raiva, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta:

Mal-estar geral
Anorexia
Náuseas
Entorpecimento
Inquietude
Pequeno aumento de temperatura
Dor de cabeça
Dor de garganta
Irritabilidade
Sensação de angústia
A pessoa pode apresentar inchaço nos gânglios (caroços no pescoço, axila ou virilha), sensibilidade ou dormência ao longo dos nervos perto da mordida, além de mudanças no comportamento.