Oeiras realiza entrega do Cordão do Girassol e oferta serviços de inclusão nesta quarta-feira, 29
27/04/2026 - 16:30Atendimento ocorre na sede da Assistência Social com emissão de documentos e orientações para pessoas com deficiências invisíveis
A Secretaria Estadual de Saúde confirmou na tarde desta quarta-feira (29) que o paciente de 17 anos, da cidade de Oeiras, morreu vítima de raiva humana. É o primeiro caso deste ano. O Piauí não registrou nenhum caso de raiva em 2025. Último caso foi em 2024, um paciente de Piripiri. As informações são do Portal Cidade Verde
O adolescente apresentou sintomas como desorientação, vômitos e febre, após histórico de mordida por um sagui cerca de 40 dias antes do início do quadro clínico. Os exames foram realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.
A vítima morava em Oeiras e inicialmente foi atendido na UPA da cidade com quadro grave. Ele foi transferido para o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella e morreu no dia 17 deste mês.
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que, após a realização de exames, seguindo medidas de saúde pública, foi confirmado o caso de raiva humana em um paciente de 17 anos, residente na zona rural de Oeiras, que veio a óbito no dia 17 de abril, em Teresina, no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella.O paciente apresentou sintomas como desorientação, vômitos e febre, após histórico de mordida por um sagui cerca de 40 dias antes do início do quadro clínico.
Os exames foram realizados no Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.
A Secretaria destaca que adotou as medidas necessárias de vigilância e controle junto ao município.
A Sesapi alerta a população para os cuidados necessários em casos de acidentes com mordidas de animais. Entre as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão: lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; procurar atendimento de saúde o mais rápido possível para avaliação e indicação de profilaxia; não tentar capturar o animal agressor; e manter a vacinação de cães e gatos em dia.
De acordo com o Ministério da Saúde, a raiva é uma doença grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que afeta mamíferos, incluindo pessoas. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não for tratada a tempo, quase sempre leva à morte.
Importante: A raiva é de extrema importância para saúde pública, devido a sua letalidade de aproximadamente 100%, por ser uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano (transmitido por cão e gato) e pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação humana e animal, a disponibilização de soro antirrábico humano, a realização de bloqueios de foco, entre outras.
A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.
Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.
Não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.
Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos (pródromos) da raiva, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta:
Mal-estar geral
Anorexia
Náuseas
Entorpecimento
Inquietude
Pequeno aumento de temperatura
Dor de cabeça
Dor de garganta
Irritabilidade
Sensação de angústia
A pessoa pode apresentar inchaço nos gânglios (caroços no pescoço, axila ou virilha), sensibilidade ou dormência ao longo dos nervos perto da mordida, além de mudanças no comportamento.