Policia

Nova fase de operação da Polícia Federal mira desdobramentos de investigação iniciada em 2024 em Oeiras

A primeira fase da Operação Conectados foi deflagrada em 30 de abril de 2024, com apoio da CGU

Nova fase de operação da Polícia Federal mira desdobramentos de investigação iniciada em 2024 em Oeiras
Compartilhar
WhatsApp

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Conectados, no Piauí.

A ação é um desdobramento da investigação iniciada em abril de 2024, quando os órgãos federais passaram a apurar suspeitas de fraudes em licitações, superfaturamento e desvios de recursos públicos federais destinados a áreas como saúde, educação e assistência social.

Nesta nova etapa, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina e Oeiras. Segundo as informações divulgadas, a operação busca aprofundar a apuração sobre o suposto grupo criminoso investigado desde a primeira fase, mirando agora empresas sucessoras, sócios ocultos, operadores financeiros e possíveis ramificações do esquema.

A primeira fase da Operação Conectados foi deflagrada em 30 de abril de 2024, com apoio da CGU, a partir de relatório técnico que apontou indícios de fraude e direcionamento de contratações públicas.

Na ocasião, a Polícia Federal informou que as verbas investigadas eram provenientes do Fundeb, do Fundo Nacional de Saúde e do Fundo Municipal de Assistência Social.

De acordo com a PF, as apurações iniciais indicavam simulação de competição em certames, conluio entre empresas e superfaturamento por sobrepreço. À época, foram cumpridos mandados em Teresina e Oeiras, além de medidas de sequestro de bens e valores em montante superior a R$ 2 milhões.

A segunda fase, deflagrada agora, busca avançar sobre o que os investigadores apontam como uma nova camada do suposto esquema. Segundo o MPF, a ação tem o objetivo de alcançar estruturas empresariais sucessoras, identificar beneficiários ocultos, rastrear a movimentação dos valores e assegurar a recuperação de ativos considerados ilícitos.

As investigações também apontam que o grupo teria atuado em contratos com diversas prefeituras do Piauí, com foco especial em verbas vinculadas ao Fundeb e ao Sistema Único de Saúde.

Conforme divulgado, uma das empresas investigadas teria firmado contratações que somam mais de R$ 7,3 milhões em pouco mais de dois anos.

Ainda segundo as informações da operação, os investigadores identificaram suspeitas de contratos com sobrepreço, fraudes em processos licitatórios, influência sobre certames e movimentações financeiras fracionadas.

A apuração também menciona possível uso de assessorias contábeis e jurídicas para obter influência em processos de contratação pública.

Na prática, a nova fase da Operação Conectados não trata de um caso isolado surgido agora, mas do aprofundamento de uma investigação federal que já estava em curso desde 2024. O objetivo das autoridades é reunir novas provas, identificar a participação de outros envolvidos e detalhar a estrutura de funcionamento do suposto esquema.

Os investigados poderão responder, conforme o andamento das apurações, por crimes como fraude em licitação, associação criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados durante a análise do material apreendido.

A Operação Conectados segue em andamento, e as responsabilidades individuais ainda dependem da conclusão das investigações pelas autoridades competentes.