Picos

Trânsito picoense é tema de matéria do Jornal Nacional

Trânsito picoense é tema de matéria do Jornal Nacional
Compartilhar
WhatsApp
 Uma combinação perigosa está provocando um aumento no número de mortes no trânsito, no Piauí.

A falta de fiscalização e um festival de imprudência de motociclistas. A cada dez motociclistas que trafegam por uma rodovia, pelo menos oito não usam capacete. Os flagrantes de desrespeito às leis de trânsito e à vida surgem num piscar de olhos.

Amorim Neto: Não tem medo de carregar sem capacete?

Cícero De Oliveira, agricultor: tem nada. O trânsito daqui é gostoso.

Amorim Neto: E se sofrer um acidente?

Cícero: Se sofrer um acidente é porque é coisa de acontecer.

Mulheres levam um bebê sem nenhuma proteção. Em uma motocicleta, uma família, todos sem capacete.

“É questão de hábito, falta de fiscalização também para poder a gente está temendo e usando o capacete”, comenta o professor Demétrius Pereira.

“Além dos problemas inerentes ao próprio condutor, a incapacidade de dirigir, existe também a carência da fiscalização especialmente nas cidades do interior”, diz o inspetor da Policia Rodoviária Federal, Paulo Fernandes.

Este ano, 79 pessoas morreram no Piauí, vítimas de acidentes com motos nas estradas. Um aumento de 20% em relação ao ano passado, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

O HUT, o hospital de urgência de Teresina, recebe mais de 700 pacientes por mês, vítimas de acidentes com motos.

As cirurgias correspondem a 60% das realizadas no estado. Cícero, 28 anos, teve traumatismo craniano e perdeu a fala.

“Ele tava bebendo, tava sem capacete, andava com a mulher e a filha em alta velocidade”, conta o agricultor Domingo Leite.

“Os pacientes que eu opero, vítimas de acidentes com moto, 91,8% têm sinais evidentes de embriaguez. E o nosso dado aqui é que lesões decorrentes do não uso do capacete são 300% superiores em incidência no Piauí do que as estatísticas nacionais e mundiais”, diz o neurocirurgião do HUT, Daniel França.