Política

Violência política de gênero bate recorde em 2026 e cresce 380%, aponta TSE

Entre janeiro e agosto, foram registrados 149 processos por assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça

Violência política de gênero bate recorde em 2026 e cresce 380%, aponta TSE
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Dados levantados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelaram que o número de casos registrados por violência política de gênero bateu recorde em 2026. Entre janeiro e agosto deste ano, foram autuados 149 processos de assédio a mulheres previsto pelo Código Eleitoral. 


O aumento foi de 380% em relação a 2024, último ano eleitoral, quando foram registrados 31 processos no mesmo período.

RECORDE HISTÓRICO 

As estatísticas chamam atenção já que foi o maior dado contabilizado desde o início da série histórica em 2019. Naquele ano foram contabilizados apenas dois processos por violência política contra mulheres. 

O artigo 326-B do Código Eleitoral enquadra como “assedio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça, por qualquer meio, contra candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher” os casos registrados. 

O aumento é ainda mais expressivo se comparado com as últimas eleições gerais. Nos 8 primeiros meses de 2022, foram apenas seis registros de violência política contra mulheres. Aquele ano terminou com somente 15 processos do tipo autuados.

CRESCIMENTO DE CASOS NA ÚLTIMA DÉCADA:

  • 2019: 2 casos
  • 2020: sem casos registrados
  • 2021: sem casos registrados
  • 2022: 6 casos
  • 2023: 13 casos
  • 2024: 31 casos
  • 2025: 68 casos
  • 2026: 149 casos

A ministra do TSE, Estela Aranha, afirmou que a violência contribui para afastar as mulheres do cenário político.

"A violência contra a mulher se inicia individualmente. Porque essas formas de intimidação, esse constrangimento, o constrangimento moral, fazem a mulher dizer: ‘Por que eu vou estar aqui?’ Até porque, quando elas são atacadas, elas têm dificuldade de se defender, de se posicionar. Então, você tira as que estão tentando, as que poderiam entrar ou pensaram em entrar. Isso é muito grave, porque a democracia pressupõe a participação política e eleitoral de todos que querem participar do debate”, afirmou Aranha.

Fonte: Meio News