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Bandidos armados invadiram uma sala de aula na Universidade Federal do Piauí (Ufpi), na tarde desta quarta-feira (16), e fizeram arrastão, causando medo entre estudantes e professores. O crime aconteceu por volta das 15h, e cerca de 40 estudantes tiveram telefones celulares roubados, entre outros pertences pessoais.
A professora Janaína Martins Vasconcelos, coordenadora do curso de Economia da Ufpi, ministrava aula de Economia Clássica quando os bandidos, sem capuzes e armados com revólver, anunciaram o assalto. Ela conta que ação durou cerca de cinco minutos. “Eles entraram na sala, fecharam a porta, e anunciaram o assalto. A ação foi muito rápida e ninguém reagiu”, disse a professora bastante nervosa.
O acesso a universidade é livre e facilita a ação dos bandidos. Os alunos assistiam aula na sala 347 do CCHL (Centro de Ciências, Humanas e Letras). A professora conta que eles se passaram por alunos, pegaram uma moto preta e saíram normalmente. Durante o assalto, Janaína Vasconcelos chegou a pensar que se tratava de um pedinte, já que é frequente na instituição.
O aluno Weslley de Paiva contou que um dos bandidos entrou e anunciou: "É um assalto, entreguem os celulares". Ele declarou que todos ainda estavam muito assustados com o incidente. Os estudantes reclamaram da falta de segurança no campi do bairro Ininga, zona Leste de Teresina.
Uma estudante, que quis ser identificada apenas como R.C., disse que o assalto foi uma desagradável surpresa. "Agora fica aquela sensação de que a qualquer hora eu posso ser assaltada", reclamou. Ela, como os demais estudantes, criticam a segurança do campus do bairro Ininga, e o fato dos seguranças não poderem andar armados. "Esse assalto foi às 15h. Imagine à noite", completou.
O 5º Batalhão da Polícia Militar foi acionado, e enviou equipe comandada pela tenente Eliane de Sousa. Um dos estudantes identificou um dos acusados, e disse que o mesmo é lavador de carros.
A UFPI, que conta com 125 vigilantes no campus de Teresina, informou que já acionou a Polícia Federal para entrar no caso, já que a área em questão é de administração nacional. Polícias Militar e Civil também estão em busca dos acusados. A instituição ainda admitiu que, assim como outras entidades, encontra dificuldades para dar segurança aos campi com as dimensões que eles possuem.