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Sociedade oeirense,
Utilizo esta carta para esclarecer algumas situações elencadas pelo gestor deste município ao meu respeito.
Sou a Professora Patrícia Cardeal Marinho Morais, residente e domiciliada neste município e sem nenhum vínculo político com os partidos desta cidade. Não voto aqui e por isto não tenho motivo para estar politicamente afetada como afirmou o senhor prefeito em sua entrevista concedida hoje a tarde, até mesmo porque para muitas pessoas, como eu, a política partidária apaixonada deste município não é a razão de existir.
Na noite de quinta-feira (15/02/2012) a CATEGORIA da educação esteve reunida em Assembleia no auditório do Sinte-Pi para discutir sobre o acordo feito entre o Sindicato e o Gestor. Este acordo dizia respeito a entrega do esboço do Plano de Cargos e Salários, o que não aconteceu,assim como não foi notificado a classe o motivo pelo qual este documento não foi entregue.
O Plano é hoje o que assegura a legalidade das condições de trabalho de todos aqueles que fazem a educação brasilera. Sua reformulação é uma exigência do Governo Federal através da Lei do Piso que institui a valorização do magistério, tanto a nível financeiro como em condições de trabalho.
Afirmou o prefeito que estamos reivindicando o piso nacional e que ele está pagando em dia e esclareço que nossa reivindicação não é piso até porque acreditamos que ele será pago neste mesmo mês de março.
O que reivindicamos é a reformulação, até mesmo porque este é um processo que necessita de um longo período de estudo, análises, discussões entre todos os interessados. Mas para que tudo isso aconteça é preciso que esta ação (Reformulação do Plano de Cargos e Salários) seja iniciada.
Ao ir ao rádio o gestor afirmou algumas postulações que desejo esclarecer.
1-Eu, Patrícia Marinho Morais, não obriguei nenhum servidor a fazer greve, até mesmo porque não tenho poder para tal fim. A decisão foi tomada pela classe que levou em consideração as tentativas anteriores de negociação.
Acredito que achar que uma única pessoa pode manobrar toda uma classe é desacreditar na capacidade de raciocínio independente, de compreensão dos direitos que possui e acima de tudo de competência. Estas não são as características dos educadores oeirenses.
A classe é formada por servidores que tem consciência de tudo o que tem direito, assim como tem responsabilidade no trabalho que exercem. Amanhã os educadores e todos os demais funcionário estarão nas escolas esclarecendo aos pais o motivo pela greve. Além disso, nenhum servidor faltará ao seu emprego. Todos estarão em suas escolas cumprindo a devida carga horária.
Esta é uma postura de quem tem convicção da sua função e respeito pelos alunos e seus pais, mas também de que sabe que educador também é um profissional e que precisa ser visto como tal e não como indivíduos direcionados por uma única pessoa.
Foi afirmado pelo gestor que a minha influencia sobre os professores para que estes fizessem greve tem um cunho político.
Bom, uma das coisas que eu sempre me orgulhei, e quem me conhece sabe disso, é que jamais eu defendi ou ataquei qualquer político deste município. não tenho partido, não voto aqui, assim como não devo favor a ninguém.
Todas as vezes que me reportei ao senhor gestor foi como muito respeito e profissionalismos. Em momento algum fiz menção, em minhas palavras, sobre qualquer assunto político partidário.
Assim, esclareça: a que cunho político o senhor se refere?
Talvez ao fato de que” em outras gestões a presidenta nunca tenha feito greve, ou “não tenha ido para o rádio cobrar o salário de dezembro de 2009 deixado em aberto pelo gestor da época (Tiel Reis)? Estas foram suas acusações.
Pode ser que estes sejam os motivos que o fazem acreditar que meu interesse é político, mas senhor gestor, talvez não se recorde mas esta é a segundo greve da categoria. A primeira ocorreu em 2010 e já cobrava o plano de cargos e salários. O gestor da época era o senhor B. Sá que no período grevista não foi ao rádio acusar a presidenta. O que ele fez foi chamar a categoria para negociação e assim acordada as partes, a greve foi finalizada, as aulas foram repostas sem nenhum prejuízo para os alunos.
Quanto ao porque de eu não ter “incitado” a classe a fazer greve nas gestões anteriores, a resposta está no fato de que nestas gestões não existia Sindicato. Eu não era presidenta e, portanto não posso ser acusada de persegui-lo politicamente, ou de forma mais amena, ser tendenciosa em minhas ações.
Quanto ao salário de dezembro de 2009 talvez o senhor não se recorde, mas este sindicato propôs conversas para que pudéssemos resolver a situação da melhor forma possível. Este processo ocorreu na gestão anterior a sua. Não chegando ao consenso, encaminhamos o caso ao ministério público.
Contudo, acho que não era a isso que o senhor em sua entrevista se referia. Pelo seu tom passei a entender que seu questionamento era o porque da presidenta não ir ao rádio atacar a figura do gestor. E sobre isso, peço-lhe desculpas, pois realmente não o fiz e não farei, nem como ele nem com nenhum outro, pois não é da minha índole atacar ninguém.
O cargo que ocupo também não é para tal ação. Minha função é defender os interesses da categoria e não bater boca com gestor. Esta carta só foi redigida porque o senhor reportou-se a mim de forma individual e não como representante de uma classe, pois é isto que sou. A classe decidiu e o sindicato representou e representará todas as vezes que forem preciso estando, é claro, respaldada pela lei.
Em seu discurso alegaste que o movimento de greve em Oeiras é ilegal. Eu só queria que o senhor esclarecesse como um movimento criado com base em uma lei federal pode ser ilegal, a não ser que a lei também seja ilegal.
No que concerne ao fato de que estamos prejudicando de má fé os alunos do município deixo claro que o período paralisado será reposto, como foi em movimentos anteriores desta categoria. Não há registro de nenhuma aula sem reposição por ação deflagrada por este sindicato. Assim, a qual prejuízo o senhor se refere?
Quanto a nossa reivindicação, esta é uma das mais simples de ser resolvida. Só queremos que o senhor inicie o processo de reformulação do Plano de Cargos e Salário. Assim, que o processo foi iniciado as aulas retornam normalmente. Explique então para a sociedade oeirense porque este processo não inicia ou será que a culpa também é minha?
Quando o senhor dirigiu-se ao rádio, acredito eu que irias falar com a categoria sobre o Plano. Não imaginei que iria me atacar. Ingenuamente acreditei que seria sim, convocada junto com a diretoria do SINTEMO pelo poder público para uma conversa de adultos que representavam interesses públicos comuns e não afrontada por meio de declarações pejorativas, até mesmo porque nunca o afrontei, nunca fui ao rádio falar intimidar ou mesmo caluniar a pessoa que hoje ocupa o cargo de prefeito, assim como também jamais o farei.
Se olhares os documentos pelos quais sempre reportei-me ao senhor não encontrarás nenhuma falta de respeito ou profissionalismo. Na dúvida procure no setor de protocolo da prefeitura o oficio que este sindicato enviou comunicando da decisão da categoria e que o afirmou não ter sido comunicado. Como deve ter visto ele está datada de 16/03/2012 e foi entregue antes do senhor ir ao rádio. Sendo assim, porque me acusaste não ter lhe comunicado?
Com relação a multa a que se refere, deixo claro que se estivesse eu alicerçada por cunho político-tendencioso como afirmou talvez estivesse com medo. No entanto, minha motivação é de quem representa uma classe e não interesses pessoais. Assim, se tivermos que pagar multa pagaremos.
Peço-lhe desculpa se em algum momento desta carta lhe ofendi. Esta não é minha intenção. Apenas defendo-me das acusações feitas a mim pelo senhor e deixo aqui o desejo que toda a categoria tem de ser chamada para uma conversa. Se estiver disposto estaremos aguardando.
Atenciosamente,
Patrícia Cardeal Marinho Morais
Presidente/SINTEMO
PROFESSORA