O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu em Teresina mais de 50 mil pessoas no ato do Time do Povo. Durante o discurso, Lula percorreu diferentes momentos de sua trajetória pessoal e política, relembrou sua relação histórica com o Piauí e abordou temas como educação, oportunidades para os mais pobres, combate à violência contra as mulheres, economia, soberania nacional e as eleições de 2026.
Ao recordar a primeira vez em que esteve no Piauí, há 46 anos, quando veio ao estado para organizar a fundação do Partido dos Trabalhadores, Lula também relembrou sua primeira passagem como presidente, quando buscou no estado a cidade mais pobre do país para a implantação do Fome Zero. Em contraste com aquela realidade, afirmou que o Piauí passou a ser motivo de orgulho para o Brasil pelos resultados alcançados na educação e no desenvolvimento.
Parte central do discurso foi dedicada à educação. Lula defendeu que filhos de trabalhadores tenham as mesmas oportunidades de acesso ao ensino superior e afirmou que a educação deve ser tratada como instrumento de transformação social. Ele também destacou a experiência do Piauí com escolas de tempo integral e afirmou que seu compromisso para um próximo mandato é levar esse modelo para todo o território nacional.

Lula ainda relacionou educação, tecnologia e soberania. Ao citar Rafael Fonteles, destacou a atuação do governador na área e mencionou a iniciativa do Piauí na criação de inteligência artificial em português. Na avaliação do presidente, o país deve desenvolver sua própria capacidade tecnológica e não depender de outras nações.
“O Rafael é um modelo a ser seguido. O Piauí é o estado que está nos ensinando a fazer inteligência artificial em português, porque a gente não quer ser refém de chinês, não quer ser refém de americano, não quer ser refém de francês. A gente quer ser refém de piauiense. A gente quer ser refém de brasileiro. Porque nós queremos provar que o brasileiro não deve nada a ninguém”, disse o presidente.
Lula também apresentou números sobre salário mínimo, aposentadorias, inflação dos alimentos e reajustes reais para categorias de trabalhadores, fazendo comparação entre o governo atual e a gestão anterior. Ele afirmou que a eleição representa uma escolha entre a continuidade dos avanços e o retrocesso e criticou qualquer tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.
As mulheres também tiveram destaque no discurso. A partir das lembranças de sua mãe, que criou sozinha oito filhos, Lula se emocionou e falou sobre dignidade, proteção e responsabilidade dos governos com as famílias. Ele retomou o compromisso de enfrentamento ao feminicídio e defendeu que mulheres não sejam tratadas como propriedade dos homens.
Na parte política, declarou apoio às candidaturas de Marcelo Castro e Júlio César ao Senado e pediu uma votação expressiva para Rafael Fonteles, a quem classificou como uma das pessoas mais preparadas do país para governar. Ao final, Lula encerrou o discurso destacando seu orgulho por Rafael e pelo Piauí e reafirmando sua identidade com a militância do PT.
“Vocês têm que ter orgulho do Rafael porque ele é um exemplo da grandeza do estado do Piauí. Ele governa com a cabeça, mas, sobretudo, com o coração. A minha cor é vermelha, porque meu coração é vermelho, porque meu sangue é vermelho e eu tenho orgulho”, finalizou o presidente.



