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Moradores do bairro Rosário, em Oeiras, participaram, na noite desta quarta-feira, 4 de fevereiro, de uma assembleia comunitária que aprovou a proposta de reconhecimento do território como Quilombo Urbano. O encontro foi realizado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e integra uma das etapas do processo institucional que será encaminhado à Fundação Cultural Palmares.
A assembleia representa um momento relevante no processo de reconhecimento, ao formalizar a concordância coletiva da comunidade e registrar informações que documentam a trajetória do bairro e a permanência da população negra no território. A aprovação consolida registros históricos e sociais associados à formação do Rosário.
Durante a assembleia, o professor Emanuel Vital, um dos articuladores do movimento, explicou a importância do reconhecimento do bairro e afirmou que o Rosário já se configura, na prática, como um quilombo urbano. Segundo ele, por ser o bairro negro mais antigo do Piauí, o território reúne características históricas ligadas à sua formação, manifestações culturais preservadas ao longo do tempo, referências identitárias da população negra, um conjunto arquitetônico associado à ocupação tradicional e práticas religiosas que estruturam a vida comunitária.
O professor também relatou vivências, memórias e trajetórias ligadas à formação do bairro e à permanência da população negra no território. Esses relatos passam a compor o conjunto de informações que subsidia o processo institucional.
Nas semanas que antecederam a assembleia, foram realizados encontros em diferentes áreas do bairro com o objetivo de apresentar à comunidade os critérios que definem um Quilombo Urbano e os aspectos históricos considerados no processo de reconhecimento. As reuniões contribuíram para o esclarecimento da população sobre as etapas do procedimento.
O processo já incluiu uma reunião com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), etapa prevista no percurso institucional para o reconhecimento do Rosário como território de referência histórica e cultural da população negra em Oeiras.
Com a aprovação em assembleia, o processo será encaminhado à Fundação Cultural Palmares e segue para as fases seguintes, que envolvem a análise documental e técnica do pedido de reconhecimento.
FOTOS E VÍDEOS: DAHRIA FOTOGRAFIAS






















































