Suspeito morre em troca de tiros com a polícia durante operação em Bom Jesus
07/01/2026 - 10:53Ele foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bom Jesus, mas morreu antes de chegar ao local
O desfecho sobre quem vai ficar com as duas crianças – uma de 7 anos e outra de 10 anos – que moravam em Barras (a 128 km de Teresina) e foram interceptadas na BR-135 pela PRF em Bom Jesus, no Sul do estado, ainda é uma incógnita. Depois de serem encaminhadas à Delegacia de Bom Jesus pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a mãe e a avó foram autorizadas a seguir viagem para Santa Catarina com as meninas.
Ontem (16), elas foram levadas da escola de Barras pela mãe em um carro, o que gerou a confusão. As crianças moravam na cidade há seis anos com a avó paterna. Mas, a mãe, que mora em Santa Catarina, sem qualquer comunicação, pegou as meninas. O vigia da escola desconfiou e acionou a família de Barras e a polícia da cidade. Houve boatos de sequestro e até rapto, por conta disso a PRF localizou as meninas em um carro passando por Bom Jesus, mais de 700 km de distância de onde estavam.
Ao Cidadeverde.com, um membro do Conselho Tutelar de Barras informou que as crianças seguiram viagem com a mãe até sair uma decisão judicial. Hoje, a avó paterna das meninas foi ouvida e garantiu que o último comunicado da mãe, por telefone, foi em janeiro.
“Ela (avó paterna) garantiu que não foi informada que a mãe viria pegar as meninas. Com não há decisão judicial sobre guarda compartilhada, a mãe levou as crianças, já que foi informada que elas estavam bem. Até uma decisão judicial, elas permanecem com a mãe”, disse o Conselho Tutelar.
Em Bom Jesus, a Polícia Civil conversou por telefone com o pai que disse que tinha a guarda informal das meninas, por isso a mãe teve autorização para seguir viagem com as crianças. O pai está trabalhando em São Paulo e soube da confusão, após a PRF localizá-las. Ele, segundo o Conselho Tutelar de Barras, está voltando para Barras para solicitar a guarda temporária das filhas.
“O que fomos informadas é que a mãe entrou com pedido de guarda temporária das crianças e se tiver autorização da justiça o pai pode recorrer da decisão, já que ele está retornando à cidade para pedir também a guarda das filhas”, informou o conselheiro que não quis ser identificado.
O Conselho Tutelar produziu um relatório e encaminhou ao Judiciário de Barras para que adote as providências.
Fonte: Cidade Verde