Pesquisadores piauienses identificaram três novos locais com potencial educativo, científico e turístico em Oeiras. O estudo, desenvolvido desde 2022, analisou áreas que apresentam características geológicas e geomorfológicas consideradas relevantes para a ciência, a educação ambiental e o turismo.
Entre os locais estudados estão o Morro do Leme, o Mirante do Morro da Cruz, o Complexo de Formações Rochosas da Várzea, o Morro Branco e o Morro do Olho d’Água do Leme.
O Morro do Leme e o Mirante do Morro da Cruz já são conhecidos pela população e recebem visitantes. Os outros três pontos, segundo a pesquisa, ainda são pouco explorados. O Complexo de Formações Rochosas da Várzea e o Morro do Olho d’Água do Leme se destacam pelo potencial para pesquisas científicas e atividades turísticas.
De acordo com a pesquisa, essas áreas apresentam características semelhantes às formações geológicas e geomorfológicas encontradas no Parque Nacional de Sete Cidades, no Norte do Piauí.

A semelhança está relacionada à formação geológica presente nas áreas estudadas. Segundo o pesquisador, Francisco Wellington, um dos autores do trabalho, esse aspecto amplia a importância desses locais: “Esses dois locais têm semelhança com as feições e formas de Sete Cidades. E não há um conhecimento da população para esses dois locais, nem do ponto de vista científico, e muito menos turístico”, destaca Francisco Wellington, um dos pesquisadores e autores do trabalho.
Potencial turístico e educativo
Para o pesquisador, o reconhecimento desses espaços pode contribuir para diversificar o turismo em Oeiras. Entretanto, a possibilidade de exploração turística, deve estar associada à preservação das áreas: “Isso pode ser levado em consideração pela gestão municipal, com o reconhecimento desses locais e a busca por políticas para visitação e infraestrutura, para alavancar ainda mais o turismo voltado para isso”, explica.

Para o pesquisador, ampliar o conhecimento sobre essas áreas é um primeiro passo para que elas possam ser preservadas e, futuramente, utilizadas de forma sustentável: “Se o município tiver um olhar também voltado para os outros três locais, que não têm visitação e são pouco conhecidos, isso pode gerar ações educativas de geoconservação e de conhecimento desses lugares, que também têm uma potencialidade científica do ponto de vista geológico e geomorfológico”, conclui.
O trabalho foi publicado na Revista de Geografia da Universidade Federal do Ceará e contou ainda com o apoio da professora doutora em Geografia Iracilde Maria de Moura e do professor doutor Paulo Henrique de Carvalho e Bueno, do Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Oeiras.
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