A Polícia Civil de Oeiras cumpriu, por volta das 20h desta terça-feira (15), um Mandado de Prisão Preventiva contra J. dos S. R., investigada pela morte de Luiz Ancelmo Gomes da Silva Pereira, ocorrida na madrugada de 6 de setembro, por volta das 4h, na Rodoviária de Oeiras, que funciona provisoriamente no Mercado dona Lili
A prisão foi realizada pela equipe da Delegacia Seccional de Oeiras e do Núcleo de Inteligência (DIPC/NUINT – Oeiras), responsável pelo trabalho de investigação que reuniu novos elementos de prova sobre o caso.
Segundo a Polícia Civil, a apuração ganhou novos elementos após intenso trabalho desenvolvido pela equipe do NUINT – Oeiras. A análise desse material pela autoridade policial responsável pelo inquérito levou ao entendimento de que os elementos reunidos afastam a hipótese de legítima defesa por parte da investigada.
Diante das novas informações, o delegado responsável pelo caso representou pela decretação da prisão preventiva perante o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Oeiras. O pedido foi analisado pelo Poder Judiciário, que decretou a prisão preventiva. O mandado foi cumprido ainda nesta terça-feira pela equipe do NUINT – Oeiras.
Novos elementos mudaram a compreensão sobre o caso
Entre os elementos obtidos durante a investigação estão imagens do sistema de videomonitoramento (CFTV) da região. De acordo com a Polícia Civil, as gravações permitiram uma análise mais precisa da sequência dos acontecimentos que antecederam o homicídio.
Conforme a interpretação apresentada pela investigação, houve inicialmente uma discussão entre a vítima e a investigada. Na sequência, Luiz Ancelmo já havia se colocado sobre sua motocicleta, indicando a intenção de deixar o local.
Ainda segundo a Polícia Civil, nesse momento a investigada teria interceptado a vítima e dado continuidade à ação que culminou no homicídio.
Essas imagens e os demais elementos reunidos posteriormente foram considerados pela autoridade policial na representação pela prisão preventiva.
Liberdade concedida anteriormente ocorreu antes dos novos elementos
A Polícia Civil também esclareceu a situação relacionada à decisão anterior que havia concedido liberdade à investigada durante a análise do flagrante.
Segundo a instituição, o juiz plantonista que analisou o flagrante e concedeu a liberdade naquele momento não tinha conhecimento dos novos elementos probatórios apresentados posteriormente. O material foi obtido e juntado aos autos depois da decisão, como resultado do trabalho de investigação desenvolvido pelo NUINT – Oeiras.
Com a inclusão das novas provas no procedimento, a autoridade policial responsável pelo caso solicitou ao Poder Judiciário a prisão preventiva da investigada. O pedido foi acolhido pelo Juízo da 1ª Vara da Comarca de Oeiras, que determinou a prisão.
A medida cumprida nesta terça-feira representa, portanto, uma nova etapa da investigação sobre a morte de Luiz Ancelmo Gomes da Silva Pereira, agora com o conjunto de elementos reunidos posteriormente ao flagrante submetido à análise judicial.
A Polícia Civil informou ainda que agradece a colaboração da sociedade, especialmente das pessoas que fornecem informações relevantes para o esclarecimento de crimes. A instituição destaca que a participação da população contribui para o trabalho de investigação e para a segurança pública.




