A Polícia Civil de Oeiras apura uma denúncia de estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos, registrada na Divisão Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis. O caso teria ocorrido no dia 28 de junho, por volta das 17h30, em uma propriedade rural localizada na região do contentamento, na localidade Bela Vista, na zona rural do município.
Segundo o Boletim de Ocorrência, a criança estava na propriedade acompanhada dos pais e de outra criança de dois anos. O suspeito, identificado no registro como Raimundo, é casado com uma irmã da mãe da vítima.
Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, a criança estava brincando com a outra criança próxima a uma área de rio. Em determinado momento, teria se afastado do local acompanhada pelo suspeito. O homem teria permanecido distante dos demais por cerca de 12 minutos.
Ainda segundo o boletim, a criança retornou sozinha, chorando e bastante nervosa. Aos pais, teria relatado que o homem segurou sua perna e pediu que mostrasse suas partes íntimas. Pouco depois, o suspeito teria retornado carregando a criança de dois anos.
O registro também relata que, após o episódio, a criança apresentou forte alteração emocional e precisou permanecer acompanhada pelos pais. No dia seguinte, uma professora procurou a mãe e informou que a menina havia relatado outro episódio envolvendo o mesmo homem. Segundo o relato levado à escola, em uma ocasião anterior, ele teria passado os pés nas partes íntimas da criança enquanto estava deitado em uma rede.
A família afirma que a criança está recebendo acompanhamento psicológico desde o episódio. Segundo os parentes, ela não está conseguindo frequentar a escola em razão do impacto emocional provocado pelo caso.
Familiares também afirmam que outras duas meninas teriam passado por situações semelhantes envolvendo o mesmo homem. Segundo os parentes, essas possíveis vítimas não procuraram as autoridades para denunciar os episódios por medo. Esses relatos ainda precisam ser formalmente apresentados e apurados pela Polícia Civil.
A família afirma ainda que o suspeito deixou a região depois que o caso se tornou conhecido e estaria foragido. A informação sobre a condição de foragido não consta no Boletim de Ocorrência apresentado à reportagem e não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil até o momento.
A mãe solicitou providências urgentes e uma medida protetiva contra o suspeito. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



