Esses detentos fizeram parte de oficinas de artesanato, realizadas através de parceria entre a Secretaria de Justiça e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Foram ministradas noções para a confecção desses produtos durante 40 horas/aula e a principal matéria-prima é a carnaúba, árvore comum no Piauí.
“Notamos o empenho e a empolgação dos reeducandos em participar e aprender a fazer artesanato. Mais importante do que ministrar o curso a eles e perceber seu engajamento é saber que esse trabalho poderá, sem dúvida, abrir novas oportunidades de vida”, explica a professora Marisa Veras, do Senar.
O gerente a Penitenciária de Oeiras, Isaú Moura, observa que aprender o artesanato possibilita, aos detentos, melhores chances de ingresso no mercado de trabalho e uma renda. “Além de tirar o reeducando da ociosidade, ele ganha um dinheirinho com a venda dos produtos, para ajudar a família”, ressalta.

As peças artesanais produzidas pelos reeducandos da Penitenciária Regional de Oeiras são comercializadas por valores que variam de R$ 20 a R$ 100. Na unidade prisional, também é desenvolvido o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), por meio de parceria entre as secretarias de Justiça e de Educação.


