Política

Wellington Dias admite possibilidade de deixar ministério e retornar ao Senado

A declaração alimenta a especulação de que Dias pode assumir a liderança do Governo no Senado na próxima legislatura

Wellington Dias admite possibilidade de deixar ministério e retornar ao Senado
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Atual ministro do Desenvolvimento Social (MDS), Wellington Dias (PT) admite a possibilidade de deixar a pasta e reassumir o mandato de senador. “O normal é eu estar no Senado”, afirmou o ex-governador do Piauí.

Na oportunidade, o ministro informou que deve se reunir nesta quarta-feira (28) com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para tratar da transição. “Vamos ouvir as orientações para fazermos a transição entre o plano em execução até 2026 e os compromissos apresentados para até 2030”, disse.

Ao pontuar que pode auxiliar Lula mesmo sem ser ministro, o senador licenciado relembrou sua participação na articulação para a aprovação da PEC da Transição em 2022, que permitiu que o presidente, recém-eleito para seu terceiro mandato, pudesse cumprir as principais promessas de sua campanha eleitoral.

“Usando os termos que vieram da campanha, sobre generais e marechais: eu sou só um índio. Mas sou um índio com muita vontade e compromisso de ajudar o meu país e o nosso presidente. É nisso que vamos trabalhar”, brincou o ministro.

Nesse sentido, o ministro deve ser um dos interlocutores do Governo no diálogo com o Congresso Nacional em um eventual retorno ao Senado. Apesar de a oposição ter eleito mais senadores e deputados federais, o piauiense acredita que Lula não terá dificuldade com o Legislativo.

“Avalio que sim, é possível garantir a governabilidade. Cada passo tem que ser bem trabalhado, mas temos a vantagem de ter dois líderes com muita experiência e maturidade, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin e, do outro lado, muitos eleitos dispostos a ajudar”, frisou.

A declaração alimenta a especulação de que Dias pode assumir a liderança do Governo no Senado na próxima legislatura. Apesar de não confirmar qualquer tratativa nesse sentido, o ministro avalia que a nova composição da Casa não é tão prejudicial para Lula.

“O fato concreto é que o cenário no Senado é um pouco melhor. Nos meus levantamentos, e tenho uma discordância com algumas avaliações da imprensa, há espaço para garantir as condições de governabilidade e formar maioria simples logo no primeiro momento”, avaliou.

Mesmo considerando a Câmara Federal um “desafio maior”, Dias argumentou que a ampliação da votação de Lula em todas as regiões nesta eleição lhe dará “legitimidade para governar” e permitirá a abertura de um canal de diálogo com os parlamentares em articulações estaduais.