Política

Wellington Dias destaca saída do Brasil do Mapa da Fome após relatório da ONU

Segundo Wellington Dias, o resultado ocorre mesmo diante de um cenário internacional de dificuldades, com conflitos, mudanças climáticas

Wellington Dias destaca saída do Brasil do Mapa da Fome após relatório da ONU
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou nesta terça-feira (21) os avanços do Brasil no combate à fome e relacionou os resultados obtidos às políticas de geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.

Durante agenda no Piauí, ao lado do ministro dos Transportes, George Santoro, e do governador Rafael Fonteles, Wellington Dias comentou o anúncio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que confirmou a permanência do Brasil fora do Mapa da Fome.

“Hoje a FAO anunciou o novo Mapa da Fome do mundo e a novidade é que o Brasil segue fora do Mapa da Fome”, afirmou Wellington Dias.

O relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026" considera dados do triênio 2023-2025 e aponta que o Brasil manteve abaixo de 2,5% a proporção da população sem acesso à quantidade mínima de calorias para uma vida saudável, indicador utilizado pela FAO para definir a permanência ou não de um país no Mapa da Fome.

O ministro explicou que, além da saída do país da lista de nações com altos índices de insegurança alimentar, houve uma redução expressiva da chamada fome severa. O documento divulgado pela FAO também aponta que 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa no período analisado. O indicador caiu de 6,6% no triênio 2021-2023 para 3,4% em 2022-2024 e atingiu 0,6% em 2023-2025, o menor nível da série histórica.

“A gente estava em 3,4% ainda ali quando saímos do Mapa da Fome. Nesta área, agora a redução foi para 1,2%, ou seja, é uma queda muito considerável”, declarou.

Segundo Wellington Dias, o resultado ocorre mesmo diante de um cenário internacional de dificuldades, com conflitos, mudanças climáticas e impactos econômicos que afetam principalmente as populações mais vulneráveis.

“O relatório da FAO destacou a importância do Brasil não só das políticas voltadas para a segurança alimentar e a produção de alimentos, mas também mostrou a importância do crescimento econômico, do emprego, do pequeno negócio, do empreendedorismo e da educação para que as pessoas tenham sustentabilidade”, disse.

Alimentação saudável

Foto: Geirlys Silva / SAF

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Outro dado destacado no relatório é a redução da parcela da população que não consegue pagar por uma alimentação saudável. O percentual caiu para 21,1% no triênio encerrado em 2025. O custo médio de uma dieta saudável no Brasil foi estimado em US$ PPC 4,89 por pessoa ao dia, abaixo da média registrada na América do Sul e na América Latina e Caribe.

Segundo a publicação, a melhora nos indicadores de segurança alimentar acompanha o desempenho da economia brasileira nos últimos anos. Entre os fatores apontados estão o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a redução da taxa de desemprego para 5,6% em 2025, o maior rendimento domiciliar per capita da série histórica.

O controle da inflação, em especial da inflação de alimentos, também teve papel determinante nos resultados. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Alimentos 2025 foi de 2,95%. Considerando o triênio de referência do Relatório SOFI, a inflação média anual para alimentos foi de 3,8%.

Obras de infraestrutura geram empregos

Durante a visita às obras de duplicação de rodovias federais no Piauí, Wellington Dias também ressaltou a geração de empregos provocada pelos investimentos em infraestrutura no estado.

O ministro destacou que os empreendimentos em andamento têm contribuído para abrir oportunidades de trabalho, inclusive para pessoas que antes eram atendidas por programas de transferência de renda.

“Junto com a visita às obras, também estamos trabalhando a garantia de empregos para o público do Bolsa Família e o público do Cadastro Único”, afirmou Wellington Dias.

Ele ressaltou que a estratégia busca transformar oportunidades de emprego em uma porta de saída sustentável para famílias em situação de vulnerabilidade, associando investimentos públicos ao crescimento econômico.

As obras visitadas pelos ministros incluem a duplicação da BR-343, entre Teresina e Altos; o Contorno Rodoviário de Teresina; e a duplicação da BR-316, entre Demerval Lobão e Monsenhor Gil. Os investimentos somam mais de R$ 500 milhões e, segundo o governo, movimentam a economia local com a contratação de trabalhadores e serviços.

Fonte: CidadeVerde.com