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Assim se passaram 10 anos...

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Ao longo desses 10 anos, a certeza do amor está presente em minha vida, teimando insistentemente que a vida é algo muito mais do que um tempo de peregrinação em terra, ao final do qual tudo se acaba com o último suspiro. Da mesma forma, raciocinamos que as coisas boas, e/ou tudo que vivemos, construímos e aprendemos com os que amamos não se esvai par sempre; fica sempre em nós o amor, o grande amor que constrói a saudade, que alicerça as lembranças, que nos dá força par viver, que acredita em um reencontro.

Hoje, memorizando saudosamente a partida do meu pai, Chico de Cazé, volto a minha infância, adolescência, em minha mente o grande exemplo do homem público filho, irmão, esposo, pai, sogro, avô, tio, devoto de São Francisco e grande empreendedor.

Muito cedo escolheu minha mãe, Lúcia, para sua companheira, e fez do trabalho honesto sua vida, proporcionando a sua família e aqueles que o conheciam e o procuravam, a palavra amiga e os seus préstimos, pois, talvez o maior ensinamento eu nos deixou foi valorizar o ser humano independente de suas posses.

No seu pouco tempo aqui na terra, amou a nós, seus filhos, Márcio, Mariel, Marianne e a mim, indistintamente, e ao seu lado vivemos os grandes e inesquecíveis momentos das nossas vidas. Sempre compreensivo e atento ao nosso crescimento.

Recebeu o genro João Augusto e a nora Ticiana, como legítimos filhos e se alegrava e completava com a chegada dos netos, como um presente enviado por Deus.

Meu pai era assim: o Chico de Cazé prestativo, amigo, amoroso, criativo, humilde, acolhedor, temente a Deus, que aprendi a amar a cada dia que crescia, compreendendo a sua preocupação conosco, com os familiares, os amigos e com as pessoas. Era um amor gratuito de quem despretensiosamente dedicava atenção verdadeira.

Encontro-me assim: saudosa, mas certa de que sua passagem deixou marcas indeléveis e inesquecíveis pelo grande serviço que prestou a nossa cidade de Oeiras e a Colônia do Piauí, como homem público e grande empreendedor, bem como as nós seus filhos e esposa, que leo amor recebido, transformou-nos no que hoje somos: fiéis aos preceitos de Deus, do Espírito Santo, e filhos de Chico de Cazé, o pai, o esposo, o avô que saudosamente sentimos muita falta e que se nascer de novo e puder escolher quero ter um pai que me amou e me ensinou tanto, tanto, que maravilhosamente, o quero como meu pai, Chico de Cazé.
Pai, você deixou uma lembrança via e uma afeição que jamais se extinguirá.

Te amarei eternamente! Obrigado por ser meu pai, meu eterno amor!

Sua filha,

Marcelle de Moura Sá Rocha Angeline

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