* Por Júnior Vianna
Seria cômico se não Fosse trágico, assim, diziam os gregos referindo-se a um dos mais notáveis legados da humanidade: o teatro, tradição grega tema de minha ultima crônica, onde, além disso, explicitei a ociosidade da Secretaria de Cultura de Oeiras, que até o momento ainda anda a passos de tartarugas, digo isso porque constitucionalmente tenho direito, pois vivemos numa democracia e é preciso dizer a verdade mesmo que ela doa.
Assim, após a publicação do mencionado texto com o titulo de “Ser apresentado é preciso!” muitos oeirenses deram suas opiniões, mas uma delas chegou a mim sem muito espanto, tratasse do comentário feito pelo vereador Espedito Martins. O que me chamou atenção é que ele usou a plenária da Câmara dos Vereadores para fazer isso, engaçado! Lugar onde ele deveria esta apresentando proposta para o desenvolvimento da cidade, pois, para isso ele foi eleito. Das muitas palavras proferidas, certo momento referiu-se a mim, dizendo que “desci o nível” enquanto professor de história, quando apenas disse a verdade de maneira clara e objetiva, pois como costa num poema de Carlos Drummond de Andrade: “o historiador veio para contar o que não faz jus a ser glorificado e se deposita, grânulo, no poço vazio da memória”. Como se não bastasse questionou até a minha formação acadêmica. Desta feita, chego a pensar que ele deve ser a reencarnação de Heródoto para tal pretensão!
Algo ainda me chamou muita atenção nisso tudo é que o vereador é um exímio comunista, ou estou eu enganado? Logo os comunistas que tanto defendem a democracia e que por tanto tempo foram censurados, logo um comunista! Pobre Lênin! Deve ter se estremecido no mausoléu da Praça Vermelha, lá em Moscou durante esse pronunciamento. Deveria ser de conhecimento de todos inclusive do Senhor Espedito Martins que quando uma pessoa se torna pública, ela esta facultada as mais variadas formas de criticas e para tanto, deveria seguir a risca o que certa vez disse Voltaire: Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”. Acredito que nem eu e muito menos esse vereador estejamos vivendo um regime autoritarista.
Em nenhum momento refuto a atitude do vereador comunista. O que não vale é nos bastidores, ou melhor, nas rodas de café pelos corredores daquela casa pública ele andar difamando-me com palavras preconceituosas e racistas. Mas bem sei que sou superior a tudo isso, pois se tem algo que leguei de minha família humilde foi respeito e bom caratismo, algo que me orgulho, pois a pior coisa de um homem é seu passado. Por isso abracei a educação, embora os muitos entraves que vivem esse profissional, prefiro assim viver do que dessa política matreira.
Calar jamais! Os professores são por excelência formadores de opinião, disseminadores de conhecimento e humanistas por natureza. O que me entristece nisso tudo é o caro vereador comunista não compreender essa mensagem, descer o nível é fazer uma política arcaica, coisa que não preciso fazer para ter admiradores.
Sem mais delongas, o político pode levar a melhor, mas os professores sempre estão com a razão.
*Júnior Vianna é HISTORIADOR
Calar jamais!


