
Pai morre e filho fica ferido em acidente na PI-115, em São Miguel do Tapuio
21/04/2025 - 16:25Conforme informações iniciais, as vÃtimas seguiam em uma motocicleta, quando colidiram com um carro
O assassino foi identificado como Clewilson Vieira Matias, 35 anos, conhecido como Chiê. A informação foi repassada pelo delegado Laércio Evangelista, titular da delegacia de Castelo do Piauí, que está em São Miguel do Tapuio acompanhando o caso.
Chiê
O acusado morava com a esposa e os filhos na localidade Palmeira de Cima, onde aconteceu a chacina. A esposa, que trabalhava como agente de saúde, teria sido morta porque percebeu uma movimentação estranha e tentou impedi-lo.
Primeira vítima: a mulher
Indignado com o boato do abaixo assinado, Clewilson foi até o seu esconderijo e pegou duas armas. Uma ponto 40, de uso exclusivo da polícia e um revólver calibre 38. Ele escondia as armas em um buraco dentro do quarto do casal. Sua mulher, Maria Moreira do Nascimento, 35 anos, agente de saúde, tentou impedir a saída do marido, que segundo testemunha, estava transtornado. Ela o agarrou, e gritava pedindo que ele não saísse. No desentendimento, ele disparou seis tiros, todos no rosto da esposa. O filho de 17 anos, que deixava o irmão na escola, foi o primeiro a se deparar a mãe morta.
“Até ontem era um marido exemplar. Não sei explicar o que aconteceu. Estamos arrasados. É uma dor muito grande”, disse o pai de Maria Moreira, João Bento do Nascimento, 59 anos, que chorava a morte da filha.
Segunda vítima: professor de informática
Em fúria, Clewilson pega uma moto e sai de casa. A cerca de 50 m encontra o professor Roberto Brito Bastos Crisóstomo, 50 anos. Ele seguia para a escola municipal onde iria ministrar aula de informática. Segundo testemunhas, o acusado sacou a arma e disparou dois tiros nas costas do professor e em um golpe final disparou o terceiro na cabeça. O professor morreu na hora e deixa uma mulher grávida de oito meses e um filho de dois anos.
Terceira vítima: o estudante de 18 anos
Em sua rota da morte, o acusado se encontra com o estudante de 18 anos, Sidney Tavares Silva. Ele estava deixando sua mulher na escola em uma moto. Populares contaram ao Cidadeverde.com que ele puxou Sidney da moto e disparou mais dois tiros. A mulher do estudante desesperada suplicava para que ele não a matasse. O pai do estudante, Antônio Tavares, chocado disse que não entende a motivação do crime. “Eles eram amigos, meu filho chegou a trabalhar para ele. É uma surpresa e estou sem entender o que aconteceu”, disse o pai do estudante.
Quarta vítima: líder comunitário
Após matar no meio da rua o estudante, o acusado, segundo a Polícia, seguiu para a residência do líder comunitário Juvêncio dos Reis da Silva, 65 anos. O presidente da Associação dos Moradores estava sentado na mesa para almoçar com a esposa quando, Clewilson chegou enfurecido. “Ele já chegou atirando. Não falou nada, disparou de três a quatro tiros contra Juvêncio”, contou Zoé da Silva Batista, 45 anos, que há quatro anos tem união estável com o líder comunitário. Zoé disse que tentou socorrer o marido, que levou três tiros e uma facada na barriga.
Quinta vítima: comerciante
Jogando baralho com três amigos, o comerciante Cláudio Barros de Oliveira foi surpreendido com um disparo na barriga. A bala transfixou e foi parar nas costas. Atordoados, os amigos saíram correndo. Ele teria dito: “Não precisam correr, já fiz o que tinha que fazer”. Cláudio era compadre de Clewilson.
O delegado Laércio Evangelista, que investiga o caso, disse que a ira de Clewilson teria sido uma possível reunião feita pelos moradores para pedir a expulsão dele do povoado. “Eles não estariam mais tolerando o Clewilson no povoado. O acusado responde por crime de tráfico”, disse.
O coordenador de operação do Gtap, Josué Saraiva e Silva, acredita que o acusado teve um surto após consumo de drogas. “Ele só não matou mais gente porque a arma deu problema”, disse.