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Decisão que concedeu liberdade a investigada por morte de homem gera revolta em Oeiras

Internautas questionam a tese de legítima defesa e relatam sensação de impunidade e descrença na Justiça

Decisão que concedeu liberdade a investigada por morte de homem gera revolta em Oeiras
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A decisão que colocou em liberdade J. dos S. R., investigada pela morte de Luiz Ancelmo Anselmo Gomes de Silva Pereira, conhecido como Ancelmo da Suncan, de 47 anos, provocou forte repercussão entre moradores de Oeiras. Desde a divulgação da audiência de custódia, as redes sociais passaram a concentrar comentários de pessoas que questionam o entendimento adotado pela Justiça para não decretar a prisão preventiva.

Ancelmo morreu após ser atingido por uma facada no peito por volta das 6h deste domingo (6), no Mercado Dona Lili, em Oeiras. Segundo informações preliminares, ele estava de saída do mercado e já se encontrava em sua motocicleta quando foi atingido. J. dos S. R. deixou o local após o ocorrido, foi localizada pela Polícia Militar escondida no bairro Carcará e conduzida à Delegacia Regional de Oeiras.

Na audiência de custódia, o juiz considerou a existência de indícios de legítima defesa e decidiu não decretar a prisão preventiva. A decisão provocou questionamentos principalmente sobre a interpretação dos fatos que levou a esse entendimento. Entre as manifestações publicadas nas redes sociais estão dúvidas sobre como a dinâmica da ocorrência foi analisada e quais elementos foram considerados pelo Judiciário nesse primeiro momento.

As imagens de câmeras de segurança que registraram o ocorrido também aparecem entre os questionamentos feitos por moradores. Usuários perguntam se as gravações foram analisadas na audiência e qual peso tiveram na formação do entendimento sobre a legítima defesa. O conteúdo das imagens deverá ser confrontado com os depoimentos e demais elementos reunidos durante a investigação.

Outro ponto que aparece nas manifestações diz respeito ao histórico policial de J. dos S. R. Segundo informações repassadas pela polícia, a mulher já possui registros de ocorrências relacionados a receptação, furto e roubo, além de ser apontada pelas autoridades como usuária de drogas. Esses registros são mencionados por moradores que questionam a decisão que concedeu a liberdade.

A repercussão também expõe um sentimento de insatisfação de parte da população com a decisão. Comentários publicados nas redes sociais mencionam sensação de impunidade e descrença na Justiça, especialmente diante da liberdade concedida à investigada pouco mais de 24 horas após a morte de Ancelmo.

A audiência de custódia não encerra o caso nem impede o prosseguimento da investigação. A Polícia Civil deverá concluir o inquérito, reunindo depoimentos, imagens e outros elementos capazes de esclarecer a dinâmica da ocorrência, a motivação e as circunstâncias da morte de Ancelmo.

A partir da conclusão do inquérito, o Ministério Público e o Judiciário poderão analisar os elementos produzidos durante a investigação e definir os próximos passos do caso.