O Sobrado Major Selemérico foi reaberto, em maio deste ano, após ampla reforma e modernização e possui salas apropriadas para o início das aulas. A entrega simbólica dos bandolins foi feita pelo secretário estadual de Cultura, Fábio Novo, a seis crianças que já faziam oficinas nas escolas. Vinte novos instrumentos foram entregues aos alunos para garantir o início das aulas.
"Nós estamos plantando sementes e preservando essa tradição que de modo algum deve morrer em Oeiras. Assim como acontece em Bom Jesus com a rabeca, o intuito é perpetuar essa tradição. Entregamos no início do ano o Major Selemérico que agora vai funcionar completamente com a escola", afirma Fábio Novo.

Algumas oficinas já funcionavam em escolas municipais. Agora as aulas serão ministradas permanentemente na nova escola de bandolins. O ministrante das aulas, Herbert Vinícius, aprendeu a tocar o instrumento com a veterana dona Zezé Ferreira. Com apenas 24 anos o professor já dá aulas a crianças e participa também da Orquestra Renascença II que une pessoas de todas das idades.
"Eu costumo dizer que os bandolins são um elo que liga Oeiras a Portugal. A principal característica dos nossos bandolins é esse toque lusitano, um som muito semelhante ao de Portugal. É uma honra muito grande dar continuidade a uma tradição secular da cidade", conta o professor Herbert Vinicius.
O Sobrado Major Selemérico ganhou restauração e modernização na sua estrutura, e além das salas de aula também conta com a galeria dos governadores, com móveis de época utilizados pelo Visconde da Parnaíba e que foram restaurados pela Secretaria Estadual de Cultura. O local apresenta também dois memoriais, um deles em homenagem a Possidônio Queiroz, músico oeirense que compôs grandes valsas e o outro homenageia Esperança Garcia.



