Os tiros acertaram o braço, abdômen e peito de Denise. O suspeito preso é o mototaxista, identificado como Gilvan, que é ex-marido da vítima e tem dois filhos com ela. Ele foi preso pela guarnição do Cabo M.Sousa, do 6º BPM, quando chegava em sua casa, no bairro Promorar, para trocar de moto e fugir.

Segundo o tenente Glaydstone do 6º Batalhão, ao ser preso Gilvan ainda sofreu tentativa de linchamento por populares, mas foram impedidos pela polícia. Além da moto amarela, os policiais apreenderam a arma utilizada no crime, um revólver 38, com seis munições, três deflagradas.
Ele foi encaminhado para Central de Flagrantes. Os dois estavam separados há três meses e ele não aceitava o fim do relacionamento. Denise estava morando com a mãe no Parque Piauí.

Uma multidão está no local. O Instituto Médico Legal (IML) compareceu para recolher o corpo enquanto e a perícia para colher dados na cena do crime.
Ao lado do corpo foram encontrados cadernos, carteira de estudante e outros materiais escolares.
Estudante chegou a registrar ameaça e família lamenta omissão da polícia
Bastante emocionados, familiares presentes no IML criticaram a polícia e deram detalhes das ameaças feitas pelo acusado.

“No domingo, ele foi até a casa dela ao lado da Caixa Econômica da Henry Wall de Carvalho e ameaçou ela de morte. Ele estava andando armado de faca constantemente”, descreve Leodenice Lustosa, prima de Denise. Ela conta que a vítima registrou um Boletim de Ocorrência no 4º DP.
“No domingo, ele ainda disse: ‘não tem aquele jogador matou a mulher e está solto, porque eu não posso te matar também?’”, conta o tio da estudante, Francisco Lustosa.
Leodenice conta que nesta quinta (22), Denise acordou sem vontade de ir pra aula, mas a mãe incentivou, então ela saiu no horário que costuma ir à escola todos os dias. “Na parada de ônibus, ele chegou pilotando uma moto com um cara na garupa e falou ‘olha, eu não disse que ia te matar?’ e deu quatro tiros”, conta, entre lágrimas.
Denise tinha 16 anos e namorava desde os 13, segundo os parentes. Ela morava na casa da mãe, com os dois filhos do casal e ele na casa da família.
“A polícia negligenciou. Ela registrou o B.O. na segunda. Hoje é quinta e ela está morta. Agora não adianta mais, ele está preso, mas ela está morta”, lamenta, revoltada, Leodenice.



