A Justiça manteve, durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (16), a prisão preventiva de J. dos S. R., investigada pela morte de Luiz Ancelmo Gomes da Silva Pereira, em Oeiras. A mulher havia sido presa pela Polícia Civil na noite de segunda-feira (15) e já foi transferida para a Penitenciária Feminina de Picos, onde permanece à disposição da Justiça.
O homicídio aconteceu na madrugada do dia 6 de setembro, por volta das 4h, no Mercado Municipal Dona Lili, em Oeiras, onde funciona provisoriamente o terminal rodoviário Oeiras.
A prisão preventiva foi cumprida pela equipe da Delegacia Seccional de Oeiras e do Núcleo de Inteligência (DIPC/NUINT – Oeiras), após a investigação reunir novos elementos sobre o caso. Entre as provas obtidas estão imagens do sistema de videomonitoramento (CFTV), que, segundo a Polícia Civil, permitiram esclarecer com maior precisão a sequência dos acontecimentos.
Conforme a investigação, Luiz Ancelmo e a investigada tiveram uma discussão no local. Na sequência, a vítima teria se dirigido à motocicleta com a intenção de deixar o espaço. Segundo a análise feita pela Polícia Civil, a mulher teria interceptado Luiz Ancelmo quando ele já estava sobre a motocicleta e dado continuidade à ação que culminou no homicídio.
Os novos elementos foram considerados pela autoridade policial responsável pelo caso para afastar a hipótese de legítima defesa analisada anteriormente. Com base nas provas reunidas, o delegado representou pela decretação da prisão preventiva perante o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Oeiras.
O pedido foi acolhido pela Justiça, que decretou a prisão. Após o cumprimento do mandado, a investigada foi submetida à audiência de custódia nesta terça-feira (16), quando a prisão preventiva foi mantida.
A Polícia Civil havia esclarecido que a decisão anterior que resultou na liberdade da investigada ocorreu antes da obtenção dos novos elementos probatórios. O juiz plantonista que analisou o flagrante naquele momento não tinha conhecimento das provas posteriormente obtidas e anexadas aos autos pela equipe responsável pela investigação.
Com a decisão tomada na audiência de custódia, a investigada permanece presa na unidade feminina de Picos enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.



