Política

Lula terá estratégia eleitoral em todos os estados e mira ampliar alianças no 1º turno

Presidente do partido, Edinho Silva, aposta que a capilaridade das candidaturas estaduais dará palanques ao petista

Lula terá estratégia eleitoral em todos os estados e mira ampliar alianças no 1º turno
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O presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição terá uma estratégia eleitoral em todos os estados do país.

Segundo ele, o partido construiu uma rede de candidaturas próprias e alianças estaduais que deverá dar capilaridade à campanha presidencial e ampliar os palanques do petista na disputa deste ano.

Edinho afirmou que o PT terá candidaturas próprias ao governo em 12 estados e alianças nos demais. Segundo o dirigente, a legenda também terá candidatos à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas em todos os estados, além de uma estratégia específica para a disputa pelo Senado.

“Temos uma tática eleitoral para a disputa em todos os estados, com candidaturas próprias ou alianças”, afirmou.

Para o presidente do PT, a presença da legenda nas disputas estaduais ajuda a levar a candidatura de Lula para diferentes regiões do país e permite que o presidente tenha aliados atuando em favor de sua reeleição, mesmo onde o partido não lançou candidato próprio.

A estratégia também se estende ao Senado. De acordo com Edinho, o PT tem 18 candidaturas estaduais e apoia candidatos de outros nove partidos. O dirigente afirmou ainda que o partido já construiu candidaturas para a Câmara e as Assembleias em todos os estados.

O desenho das alianças estaduais ocorre em paralelo à busca por uma composição mais ampla para a candidatura presidencial. Edinho afirmou que o PT pretende iniciar ainda nesta semana conversas com partidos que não definiram apoio a Lula no primeiro turno, especialmente siglas do Centrão.

“Vamos iniciar as conversas com o campo democrático ainda no primeiro turno”, disse Edinho. Segundo ele, as negociações começam nesta semana, depois da formalização das alianças e candidaturas para a eleição.

O PSB é apontado como o principal aliado do PT na disputa. O dirigente também citou alianças estaduais com partidos que não estarão necessariamente no palanque nacional de Lula. Segundo Edinho, o PSD apoia o petista em cinco estados, enquanto MDB, PP e União Brasil também estão ao lado do presidente em diferentes disputas estaduais.

Campanha ainda define viagens e debates

Apesar de a campanha eleitoral já ter começado oficialmente, a direção do PT ainda não definiu o calendário de viagens de Lula para as próximas semanas. Edinho afirmou que a prioridade será manter a agenda presidencial, conciliando os compromissos de governo com as atividades eleitorais.

O dirigente disse que a campanha vai se reunir nesta semana para definir quais estados Lula deverá visitar. O Nordeste é apontado como uma das prioridades, mas também existem pedidos para que o presidente percorra todas as regiões do país.

A estratégia é especialmente relevante para os estados em que candidatos aliados enfrentam dificuldades nas pesquisas. Levantamentos recentes mostram disputas apertadas em estados importantes do Nordeste, como Bahia, Ceará e Pernambuco, onde o PT e partidos aliados apostam na presença de Lula para fortalecer as candidaturas estaduais.

A participação de Lula em debates eleitorais também ainda não está definida. Edinho afirmou que as conversas sobre o assunto devem começar nesta semana, assim como a definição de entrevistas e sabatinas.

Na segunda-feira, a campanha já decidiu que Lula não participará do debate da Band marcado para domingo (23). A equipe do presidente questiona a composição do debate e avalia priorizar entrevistas e sabatinas em outros formatos.

Programa de governo

Edinho também afirmou que a campanha pretende apresentar oficialmente o programa de governo de Lula nos próximos dias. Segundo ele, o presidente deve fazer o lançamento em um evento dentro de 10 a 15 dias.

O dirigente afirmou que o programa terá como uma das diretrizes a busca por austeridade fiscal e uma reforma do Estado para melhorar a qualidade dos gastos públicos. Entre as propostas citadas está a revisão da política de emendas impositivas.

“O programa de governo é muito claro sobre a política econômica: austeridade fiscal, reforma do Estado brasileiro para que a gente possa gastar melhor”, afirmou Edinho.

FONTE: R7