13 de maio e a liberdade que parou na assinatura
13/05/2026 - 07:24O fim oficial da escravidão no Brasil e as marcas deixadas por uma abolição sem reparação social
Oeiras 22 de Setembro – Primavera de 2012
Por Jota Jota Sousa
“O verdadeiro homem não olha de que lado se vive melhor, e sim, de que lado está o dever. E esse é o único homem prático cujo sonho de hoje será a lei de amanhã”
José Martí – Revolucionário cubano
Em todo agrupamento humano existem pessoas de instintos vulneráveis, apenas domadas pela disciplina e pelo hábito social. Para estas pessoas o que vale é o momento, pouco importando os seus deveres de cidadão para com sua cidade e sua gente. Urge acordá-los! Urge acordá-los!
Ignorar, negar ou fechar os olhos para o momento desolador que vive Oeiras, é o suficiente para que homens e mulheres, com um mínimo de dignidade vivam seus dias angustiados e atormentados.
A bem de toda a verdade, a sociedade oeirense sempre permitiu que a política praticada aqui despertasse a atenção, empolgasse e contagiasse a todos, na maioria das vezes, não pelas proposições, exemplos, postura e compostura de seus representantes. Aqui a paixão partidária sempre falou mais alto. Permitimos que grandes valores sucumbissem diante de falsos líderes e que verdades tombassem frente à fatigante verborragia. Agora, essa permissividade nos cobra um alto preço. O berço da civilização piauiense se transformou em um pântano onde a verdade e a infâmia travam uma luta sem precedentes. 2008 acabou? Não! Este ano insiste em não findar. O poder do dinheiro na tentativa de comprar consciências, a falta de respeito para com as pessoas, as perseguições, as agressões, o desequilíbrio emocional, a mentira, a tola desatenção para com nossa juventude, o desconhecimento da cidade tanto geograficamente quanto às suas necessidades por parte de alguns, a falta de vínculo afetivo com a terra e sua gente, o atentado ao direito de ir e vir, o tolhimento ao direito de expressão, etc. tudo isso vivenciado naquele fatídico 2008 e revivido depois nas eleições suplementares, volta a dar a tônica da política local.
Como diz a epígrafe acima, “O verdadeiro homem não olha de que lado se vive melhor, e sim, de que lado está o dever.” São para estes verdadeiros homens e mulheres que este manifesto se destina. Nas mãos destes, repousa a responsabilidade de dar a esta terra um melhor destino e de salvaguardá-la de um grande equívoco que a ameaça. Não podemos andar na contramão da história. A lei da ficha limpa é uma conquista do povo brasileiro e calar ou tentar calar quem a propaga e a defende é uma tentativa rasteira de proteger justamente aqueles que com suas escancaradas ações de desvios de verbas públicas e “propinagens” motivaram a mais de um milhão de brasileiros com suas assinaturas a lutar por tal lei.
Diante do que vimos, vivemos e estamos vivenciando, muitas perguntas procuram respostas e é preciso e urgente encontrá-las.