Oeiras não tem mais homem
POR CARLOS RUBEM
Tomei conhecimento, há pouco, via redes sociais, do pedido apresentado, recentemente, pela prefeita de Piripiri, Jove Oliveira, ao Ministro da Educação, Camilo Santana, visando a criação de um Campus Universitário da UFPI, naquela cidade, acompanhada de lideranças políticas, a saber: senador Wellington Dias e do Deputado Federal Flávio Nogueira, além de técnicos do MEC.
De imediato, mandei mensagem, pelo WhatsApp, ao caríssimo conterrâneo W. Dias e que pode ser estendida a quem interessar possa ou em quem a carapuça possa assentar.
A Mãe Ó (Aurora Campos), querida tia, de imperecível memória, analisando certos fatos comunitários, era cirúrgica: — Eita, Oeiras não tem mais homem, comentava.
Eis a minha indignação vazada nos termos seguintes:
“Meu prezado conterrâneo W. Dias
Parabéns pela sua articulação política visando dotar Piripiri de um Campus da UFPI.
O ansiado Campus da UFPI, em Oeiras, antigo pleito que remonta há duas décadas, no mínimo, embora tenha sido esse sonho explorado durante a última campanha eleitoral por diversos postulantes a cargos eletivos municipais e representantes populares na esfera estadual e federal, nunca teve elaborado projeto atualizando-se essa transcendental e merecida demanda coletiva e nem encontrou nenhum padrinho que queira, de verdade, obter esse elevado cometimento.
"Res non verba"! Isto é, "fatos, não palavras". Enfatize-se que ações e resultados são mais importantes do que meros discursos ou promessas.
Apesar do patente descaso, Oeiras não se rende!”
Afinal, a velha urbe — tricentenária —, pelo seu intrínseco valor no contexto nacional, é maior do que seus filhos, visitantes e admiradores.