*Por Carlos Rubem
 Comunico a quem interessar possa, em especial ao Exmo. Sr. Governador Wellington Dias, que me farei ausente das solenidades cÃvicas alusivas à s comemorações 193º aniversário da "Adesão do Piauà ao Grito do Ipiranga", ocorrida, aqui, em 24 de janeiro de 1823, em protesto contra o estado de abandono do "Memorial 24 de Janeiro", nesta cidade.
Este equipamento público foi idealizado pelo então Governador Wilson Martins, tendo sido assinada a "Ordem de Serviço", pomposamente, no decorrer das festividades que houveram no dia 24 de janeiro de 2013; obra a cargo da Secretaria das Cidades, à época, comanda por Melong Solano, hoje, Secretário de Governo.
O escopo era criar um marco simbólico que reverenciaria as ações dos nossos antepassados que contribuÃram para a efetivação da independência polÃtica do Brasil no PiauÃ.
Nos estertores da gestão Wilson Martins (30 de março de 2014), tal obra, inconclusa, foi dada por inaugurada, contando com a presença de alguns gatos pingados. De lá para cá, os sucessivos governos nenhuma palha moveram no sentido de concluir a mesma, embora o Instituto Histórico de Oeiras, de forma isolada, tenha feito reiterados pedidos neste afã.
Sinal inequÃvoco desta triste e revoltante situação é o lento, mas contÃnuo desmoronamento da estátua do lÃder emancipacionista, Brigadeiro Manoel de Sousa Martins - o Visconde da ParnaÃba - intomaticamente erigida em gesso naquele panteão. O prejuÃzo cultural de manter incompleta aquela construção é incomensurável, inclusive, passÃvel da verrina dos debochados, como já vem ocorrendo.
Quem me conhece sabe, e o Governador Wellington Dias é, inclusive, testemunha da importância que atribuo àquela magna data, o que enfatiza o extremado gesto de protesto que ora pratico, embora pesaroso.
Oeiras, 21.01.2016
Carlos Rubem
Promotor de Justiça
Opinião: Irresignação




















