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01/02/2026 - 11:21Acidente mobiliza Corpo de Bombeiros na manhã deste domingo em trecho de fluxo intenso da rodovia
A prisão de Gilsivan Martins dos Santos, conhecido como Boguinha, ocorrida nesta segunda-feira (2), em Oeiras, voltou a expor um debate que tem se repetido no município sempre que novas prisões são divulgadas. A reação popular, manifestada principalmente em redes sociais, deslocou o foco do fato policial para os desdobramentos judiciais que costumam suceder essas ocorrências.
Nos comentários, surgiram novamente questionamentos que se tornaram frequentes em publicações semelhantes, como “até quando vai ficar preso?”, “amanhã já está nas ruas” e “a polícia prende e a justiça solta”. As manifestações não se limitaram ao caso específico, mas passaram a reunir referências a outros episódios, construindo uma leitura coletiva de que as prisões nem sempre resultam em condenações efetivas ou em permanência prolongada no sistema prisional.
Gilsivan foi condenado a 7 anos e 11 meses de reclusão pelo crime de furto e figura como suspeito em mais de 90 boletins de ocorrência registrados em Oeiras, todos relacionados a furtos. A recorrência do nome em registros policiais foi amplamente mencionada nos comentários como exemplo de um problema percebido pela população: a dificuldade de compreender por que pessoas com histórico extenso de ocorrências seguem reaparecendo em novas prisões.

As manifestações revelam um distanciamento entre o funcionamento técnico do sistema de justiça e a percepção social sobre seus resultados. Para parte da população, o acúmulo de prisões divulgadas sem efeitos visíveis no cotidiano reforça a sensação de impunidade e alimenta a ideia de que o ciclo entre prisão, liberdade e novo crime se mantém.
Esse entendimento não se constrói a partir de um único episódio, mas da repetição de casos semelhantes ao longo do tempo. A cada nova divulgação policial, o debate reaparece, acompanhado da expectativa de que o desfecho não repita padrões já observados em outras situações.
Após a prisão, Gilsivan permanece à disposição da Justiça, seguindo os procedimentos legais previstos. Enquanto o processo avança dentro do sistema judicial, a repercussão do caso indica que, em Oeiras, o centro da discussão pública não está apenas nas prisões realizadas, mas na resposta judicial que se espera após elas e na capacidade do sistema de produzir efeitos concretos percebidos pela população.