IBAMA destina madeira apreendida para o IFPI Campus Oeiras
16/01/2026 - 07:59Carga interceptada pela PRF na BR-316 passa a integrar atividades pedagógicas e a infraestrutura do campus
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Oeiras, concluiu relatório de inspeção realizada no dia 16 de janeiro de 2026 na Penitenciária Regional Maria de Cota, localizada na Rua Comadre Ana, no municÃpio de Oeiras. A vistoria foi realizada após a divulgação de informações em veÃculos de comunicação sobre possÃveis maus-tratos e teve como finalidade verificar as condições gerais de custódia, com atenção à integridade fÃsica e moral das pessoas privadas de liberdade.
O procedimento ocorreu com visitas individualizadas a todas as celas, sem interferência da gestão da unidade. Durante a diligência, representantes da OAB mantiveram conversas diretas e reservadas com os internos, buscando obter relatos espontâneos sobre a rotina no interior da penitenciária e sobre as denúncias divulgadas externamente, garantindo autonomia e independência na atuação institucional.
De acordo com o relatório, a Penitenciária Regional Maria de Cota possui capacidade formal para 45 pessoas privadas de liberdade e mantinha, na data da inspeção, 99 internos sob custódia. A capacidade da unidade foi definida pela Secretaria de Justiça do Estado do Piauà com base na estrutura fÃsica e na finalidade institucional do estabelecimento. Em razão do déficit histórico de vagas no sistema prisional estadual, a penitenciária opera sob autorização administrativa e judicial que permite, de forma excepcional e temporária, a ocupação de até o dobro da capacidade nominal, com critérios definidos para ingresso, permanência e transferência de internos.
A OAB registrou que o quantitativo de internos observado durante a inspeção decorre dessas determinações administrativas e judiciais, não sendo atribuÃda à gestão da unidade qualquer irregularidade relacionada à lotação. Durante a vistoria, não foram identificadas situações que indicassem agravamento deliberado das condições de custódia nem violações à integridade fÃsica ou moral dos reeducandos.
Segundo os relatos colhidos, de forma unânime, os internos afirmaram não sofrer nem ter sofrido maus-tratos, punições ilegais ou condutas que colocassem em risco sua integridade. Também não foram relatados episódios de violação de direitos fundamentais no interior da unidade prisional durante as conversas realizadas pela equipe responsável pela inspeção.
No que se refere à s condições básicas de custódia, os internos informaram que há fornecimento regular de água em quantidade suficiente, com disponibilidade contÃnua. Foi relatado o uso permitido de redes e ventiladores nas celas, além da inexistência de reclamações relacionadas à alimentação ou à s condições mÃnimas de permanência no estabelecimento prisional.
Ao final da inspeção, a OAB Subseção de Oeiras concluiu que as denúncias de maus-tratos não foram confirmadas. A entidade informou que segue acompanhando a situação do sistema prisional local e permanece disponÃvel para esclarecimentos, recebimento de denúncias e adoção de providências cabÃveis, sempre que necessário.