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Secretários-candidatos criam clima ruim na aliança com PT, diz Mauro Tapety

Tapety foi explícito quanto ao descontentamento que, segundo diz, alcança até mesmo deputados do PT que não controlam alguma pasta de primeiro escalão.

08 de Agosto de 2017 às 08h37 Imprimir

Atualizada em 08/08/2017 às 08h38

 Tudo começou com um discurso do deputado Júlio Arcoverde (PP), que reclamou contra a segurança pública. Agora, a gritaria está aberta, e não são poucos os deputados estaduais da base aliada que estão reclamando da ação dos secretários pré-candidatos a um cargo eletivo em 2018. A reação dos aliados cria, pelo menos momentaneamente, um clima ruim na aliança com o governo comandado pelo PT.

O alvo principal são aqueles secretários-candidatos sem mandato, que buscam uma cadeira na Assembleia. Mas não só. O discurso de Júlio, há exatamente uma semana, atacava uma área onde estão dois gestores que se preparam para a disputar das eleições de 2018: Fábio Abreu (PTB), secretário de Segurança que deve buscar a reeleição para a Câmara Federal; e o coronel Carlos Augusto, o comandante da PM que é visto como candidatíssimo a uma cadeira na Assembleia. Outro alvo muito citado é Franzé Silva, da Administração.

Poucos esperavam um discurso crítico pronunciado por Júlio Arcoverde, que se portou nos últimos anos quase como um líder do governo Wellington Dias. A fala do presidente estadual do PP, no entanto, funcionou como uma senha para a reclamação geral. Aí apareceram outros, que deixaram a sutileza de lado, como Mauro Tapety e João Madison, os dois do PMDB.

Tapety foi explícito quanto ao descontentamento que, segundo diz, alcança até mesmo deputados do PT que não controlam alguma pasta de primeiro escalão. E advertiu que a ação ostensiva dos secretários-candidatos cria sim um clima ruim dentro da aliança do PMDB com o governo. Daí, pede uma reunião urgente do governador com os deputados.

Esse tipo de reclamação não é nova. Todo governo é acusado de privilegiar esse ou aquele candidato, pelo parentesco ou afinidade política e pessoal com o titular do momento no Palácio de Karnak. Mauro Tapety diz, no entanto, que alguns secretários estão passando da conta, com assédio explícito às bases de deputados aliados.

Para controlar o jogo, Wellington já disse que não estimula e nem tem interesse nesse tipo de conduta dos secretários. O governador não disse, mas também deve saber que terminará realizando essa reunião que os deputados cobram. E também é provável que termine aplacando a fúria dos aliados com duas medidas: um pedido de comedimento por parte dos secretários e, claro!, alguns afagos nos excelentíssimos senhores parlamentares.

Wellington já provou mais de uma vez que é um craque na arte de unir as diferenças e de driblar os desconfortos. Não por acaso está no terceiro mandato de governador. E quer chegar ao quarto exercendo essa mesma habilidade plenamente.

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Palavras-chaves: mauro tapety - política
Fonte: Cidade Verde - Fenelon Rocha  |  Edição: Redação Oeiras

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