Vigilante apresenta versão sobre denúncia de transfobia em rodoviária de Oeiras
Hernandes divulgou vídeo nas redes sociais após registro de boletim de ocorrência feito por mulher trans
Por: Da Redação em 11/05/2026 - 17:03
Após a publicação da denúncia registrada por Leia Silva na Polícia Civil, o vigilante Hernandes apresentou sua versão sobre o episódio ocorrido no terminal rodoviário de Oeiras. O posicionamento foi divulgado por meio de um vídeo nas redes sociais.
Na primeira matéria sobre o caso, o espaço foi destinado ao relato da mulher trans, conforme o boletim de ocorrência registrado na Delegacia Seccional de Oeiras. Agora, o outro lado envolvido na situação também apresenta sua versão dos fatos.
No vídeo (assista no final da matéria), ele afirma que chegou ao Terminal Rodoviário por volta das 17h30 deste domingo, 10, para iniciar o plantão, quando uma mulher teria informado que havia duas pessoas no banheiro feminino fazendo uso de drogas. Segundo Hernandes, uma delas seria uma mulher e a outra uma pessoa trans.
O vigilante disse que foi até o local e pediu que os dois deixassem o banheiro. De acordo com ele, uma das pessoas saiu, enquanto a outra permaneceu no espaço alegando ter direito de usar o banheiro feminino por possuir documentos com identificação feminina.
Hernandes afirmou que a pessoa apresentou um documento de identidade e declarou ser mulher. No vídeo, ele questiona essa condição e diz que não concorda com o uso do banheiro feminino por pessoas trans.
O vigilante também negou ter trabalhado sob efeito de álcool e afirmou que não agrediu a denunciante. Segundo ele, após a recusa em deixar o banheiro, a Polícia Militar foi chamada ao local e acompanhou a situação. Hernandes declarou ainda que foi o policial quem conduziu a saída da pessoa do banheiro.
Durante a gravação, o vigilante fez declarações sobre identidade de gênero e comentou o caso de forma pessoal, afirmando que considera estar cumprindo sua função no terminal rodoviário.
A denúncia registrada anteriormente por Leia Silva aponta que ela foi abordada no banheiro feminino da rodoviária, teve o braço segurado pelo vigilante e ouviu comentários considerados preconceituosos. O caso está sob apuração da Polícia Civil.