Governo do Estado inaugura Unidade Integrada de Segurança Pública em Inhuma e amplia serviços de cidadania digital
15/05/2026 - 19:10Com investimento superior a R$ 1,4 milhão, a unidade reúne ações da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Uma imagem manipulada com uso de inteligência artificial passou a circular nos últimos dias nas redes sociais mostrando viaturas da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal em uma suposta operação na Rua Miguel Oliveira, no Centro de Oeiras. A situação mostrada na imagem não ocorreu. A fiscalização realizada pela PRF estava concentrada na BR-230. O caso está sendo apurado, será realizadas diligências para identificar o responsável pela produção e divulgação da imagem, além de adotar as medidas previstas na legislação.
O caso voltou a chamar atenção para os riscos da desinformação digital e para o crescimento da circulação de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial. Imagens, vídeos e áudios manipulados passaram a ter aparência cada vez mais realista, dificultando a identificação do que é verdadeiro e ampliando a disseminação de informações falsas em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Ferramentas de inteligência artificial conseguem alterar rostos, reproduzir vozes, criar cenas inexistentes e simular situações com elevado nível de realismo. O uso irregular desses recursos pode provocar ataques à reputação de pessoas, interpretações equivocadas sobre fatos públicos, prejuízos institucionais e disseminação de boatos.
Especialistas em direito digital alertam que a criação e o compartilhamento desse tipo de material pode gerar responsabilização judicial. Dependendo da situação, os envolvidos podem responder por crimes como calúnia, difamação, injúria, falsidade ideológica, estelionato eletrônico e divulgação de informação falsa. O uso indevido da imagem e da voz de terceiros também pode resultar em indenizações por danos morais.
A legislação brasileira possui dispositivos voltados à proteção da honra, da privacidade e da segurança digital. O Marco Civil da Internet, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Código Penal estão entre os instrumentos legais utilizados em casos envolvendo conteúdos fraudulentos divulgados na internet. Em períodos eleitorais, fake news também podem configurar crime eleitoral quando utilizadas para manipular informações ou prejudicar candidatos e instituições.
O uso legal da inteligência artificial possui aplicações em áreas como saúde, educação, pesquisa científica, acessibilidade, comunicação e produção audiovisual. Ferramentas tecnológicas auxiliam no desenvolvimento de sistemas de atendimento, diagnósticos médicos, tradução automática, análise de dados e automatização de serviços.

O debate cresce quando a tecnologia passa a ser utilizada para fabricar conteúdos enganosos ou alterar fatos reais. Vídeos manipulados, conhecidos como “deepfakes”, estão entre os principais desafios enfrentados pelas plataformas digitais e pelos órgãos responsáveis pela investigação de crimes virtuais.
Autoridades e especialistas recomendam cautela antes do compartilhamento de qualquer conteúdo recebido em aplicativos de mensagem ou redes sociais. Verificar a origem da publicação, confirmar a informação em fontes confiáveis e observar possíveis sinais de edição em imagens e vídeos estão entre os cuidados indicados para reduzir a circulação de desinformação.
O crescimento da circulação de conteúdos manipulados também amplia o desafio das autoridades, das plataformas digitais e da própria população diante da rápida disseminação de informações falsas. Em meio ao avanço das ferramentas de inteligência artificial, a verificação da origem e da autenticidade das publicações passou a ser parte essencial da segurança digital.