Júri Popular em Oeiras absolve dois acusados e desclassifica crime em caso “Zé do Brega”
17/04/2026 - 17:53Decisão reconhece falta de participação de dois réus e afasta homicídio para terceiro acusado.
A morte de um adolescente de 17 anos, de Oeiras ocorrida nesta sexta-feira, 17, em Teresina, passou a ser investigada como caso suspeito de raiva humana pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí. A informação sobre a confirmação inicial do diagnóstico foi divulgada em reportagem exibida pelo PI TV.
De acordo com o órgão estadual, foram realizados procedimentos iniciais e coleta de material para exames preliminares. Novas amostras serão encaminhadas ao Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro, onde passarão por análise confirmatória.
A Secretaria informou ainda que o caso está sob acompanhamento e integra investigação epidemiológica em curso, com adoção de medidas conforme os protocolos de saúde pública.
Confira a nota na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que vai abrir investigação para um caso suspeito de raiva humana, diante do óbito de um paciente de 17 anos ocorrido nesta sexta-feira (17), no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella.
O paciente, residente na zona rural de Oeiras, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município no dia 11 de abril, apresentando sinais de desorientação, vômito em jato e febre persistente.
Segundo relatos, o adolescente havia sido mordido por um sagui cerca de 40 dias antes do início dos sintomas. Diante da gravidade do quadro, ele foi transferido ainda no mesmo dia para a unidade de referência em doenças infecciosas na capital.
A equipe de saúde realizou a coleta de material para exames preliminares, e novas amostras serão coletadas em Teresina e encaminhadas ao Instituto Pasteur, localizado no estado do Rio de Janeiro, para análise.
A Sesapi destaca que seguirá acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias no âmbito da investigação epidemiológica.”
A apuração segue em andamento até a conclusão dos exames laboratoriais.
O caso:
Um adolescente de 17 anos, identificado como Marlon Kaik da Silva, morreu nesta sexta-feira, 17, em Teresina.
O jovem era estudante do 3º ano do CETI Orlando Carvalho, em Oeiras, e morava no povoado Boa Nova, na zona rural do município.
De acordo com relatos de pessoas próximas, Marlon foi mordido por um sagui (soim) há cerca de 40 dias. Após o episódio, ele comentou o ocorrido com colegas e chegou a mostrar a marca da mordida. Ele não procurou atendimento médico no período indicado para avaliação e aplicação da vacina antirrábica.
Com o passar dos dias, o adolescente passou a apresentar sintomas. Diante do quadro, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento de Oeiras, onde recebeu os primeiros atendimentos. A condição clínica chamou a atenção da equipe de saúde, que realizou exames iniciais e identificou sinais compatíveis com infecção pelo vírus da raiva, doença grave transmitida pela saliva de animais contaminados.
Com a suspeita estabelecida, houve a regulação do paciente e a transferência para o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela, unidade de referência estadual para doenças infecciosas e tropicais.
Já em Teresina, o estudante passou por avaliação médica especializada, com acompanhamento contínuo de equipe multiprofissional e realização de exames mais detalhados para investigação do quadro. Mesmo com a assistência médica, o estado de saúde evoluiu de forma grave ao longo dos dias de internação, até a confirmação do óbito nesta sexta-feira, 17.
O corpo deverá passar por exames periciais. Foi realizada a coleta de material para exames preliminares. Novas amostras serão coletadas e enviadas ao Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro, onde passará por análise confirmatória.
A morte do estudante provocou comoção entre colegas, professores e familiares. Nas mensagens compartilhadas entre pessoas próximas, Marlon foi lembrado como um rapaz bom, tranquilo, educado e muito querido por quem convivia com ele tanto na escola quanto na comunidade onde morava.
O caso chama atenção para o risco de contato com animais silvestres, especialmente saguis, comuns em áreas urbanas e também na zona rural, onde muitas pessoas costumam alimentá-los. Profissionais de saúde orientam que a população evite tocar, segurar ou manter proximidade com esses animais. Em casos de mordidas ou arranhões, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e indicação da vacinação antirrábica, medida considerada essencial para evitar a evolução da doença.
