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Gratidão: a história de Baltazar Campos Cortez, um educador que dedicou a vida à educação e ao próximo

Professor, pesquisador e gestor público, Baltazar deixou sua contribuição na educação de Oeiras e na formação de professores pela UFPI

Gratidão: a história de Baltazar Campos Cortez, um educador que dedicou a vida à educação e ao próximo
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Algumas trajetórias são difíceis de resumir apenas pelos cargos ocupados ou pelos títulos conquistados. A história de Baltazar Campos Cortez é uma delas. Professor, pesquisador, gestor público e doutor em Educação, ele construiu uma vida marcada pelo compromisso com a educação, pela fé e pelo cuidado com as pessoas.

Baltazar morreu aos 64 anos, deixando uma trajetória que se estendeu da educação básica à universidade e que teve em Oeiras um de seus capítulos mais importantes.

Uma das marcas de sua gestão foi a preocupação com a qualificação dos professores da rede municipal. Durante sua passagem pela Secretaria, foram criadas oportunidades de formação para os profissionais, contribuindo para a qualificação do quadro docente e para a superação da figura do chamado professor leigo na rede municipal.

A preocupação com a qualidade do ensino também esteve acompanhada de investimentos na estrutura das escolas. Unidades da zona rural foram reformadas, levando melhores condições para estudantes e professores que viviam e trabalhavam nas comunidades rurais do município.

Foi também durante sua gestão que Oeiras ganhou a Escola Municipal Juarez Tapety, que se tornou a maior escola da rede municipal de ensino. A construção representou uma ampliação importante da estrutura educacional do município e permanece como uma das obras que marcaram sua passagem pela Secretaria de Educação.

 Gratidão: a história de Baltazar Campos Cortez, um educador que dedicou a vida à educação e ao próximo — imagem 1

Baltazar também pensava a educação para além das estruturas tradicionais da escola. Criou projetos que buscavam despertar nos estudantes o interesse pelo conhecimento, pela ciência, pela literatura, pela arte e pela cultura.

Entre as iniciativas estavam a Feira de Ciências, que estimulava a pesquisa e a descoberta, e a Rua de Lazer, que tinha a literatura como um de seus principais focos.

Baltazar também criou a Casa da Atitude, voltada aos estudantes da rede municipal no contraturno escolar. O projeto oferecia aulas de artes, reforço escolar e informática e funcionava nos bairros Várzea e Canela, que, naquele período, estavam entre as regiões mais vulneráveis de Oeiras.

A proposta era oferecer aos estudantes novas possibilidades de aprendizagem e acesso a conhecimentos que poderiam contribuir para sua formação. A Casa da Atitude tornou-se uma das marcas de sua passagem pela Secretaria de Educação.

Projetos desenvolvidos naquele período serviram ainda de inspiração para iniciativas realizadas posteriormente por outras gestões, fazendo com que ideias concebidas por Baltazar continuassem presentes, de diferentes formas, na educação do município.

Uma vida dedicada à educação

A atuação de Baltazar não se encerrou na gestão municipal. Sua vida profissional esteve ligada à educação de maneira ampla.

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Na Universidade Federal do Piauí (UFPI), como professor do Centro de Ciências da Educação, dedicou-se à formação de novos professores e à produção de conhecimento. Doutor em Educação, trabalhou com temas como gestão educacional, formação docente, educação de jovens e adultos e educação do campo.

Orientou trabalhos acadêmicos, participou de pesquisas e contribuiu para a formação de profissionais que seguiram diferentes caminhos dentro da educação.

Havia, assim, uma continuidade entre aquilo que defendia em Oeiras e sua atuação acadêmica: a compreensão de que a educação precisava criar oportunidades, ampliar horizontes e contribuir para a transformação da vida das pessoas.

Sua trajetória uniu a escola, a gestão pública e a universidade. Em cada um desses espaços, deixou conhecimento, experiências e relações construídas ao longo dos anos.

A fé que fazia parte de sua vida

Para além do professor e do pesquisador, Baltazar também era um homem de fé.

Sua relação com Deus e com Jesus Cristo fazia parte de sua maneira de enxergar a vida e de se relacionar com as pessoas. Era também devoto de Nossa Senhora da Conceição, uma devoção profundamente ligada à tradição religiosa de Oeiras.

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A fé não aparecia separada de sua maneira de viver. Estava ligada aos valores que carregava e à forma como compreendia o ser humano, a solidariedade e o cuidado com o outro.

O amor ao próximo

Talvez seja justamente na relação com as pessoas que esteja uma das dimensões mais importantes de sua história.

Baltazar acreditava no poder da educação para transformar vidas, mas também entendia que educar significava olhar para as pessoas, para suas necessidades e para suas possibilidades.

A criação da Casa da Atitude, especialmente nos bairros Várzea e Canela, traduzia esse olhar. Ao oferecer reforço escolar, artes e informática no contraturno, o projeto buscava alcançar estudantes que viviam em regiões que enfrentavam maiores dificuldades sociais.

Seu trabalho, portanto, não se limitou à transmissão de conhecimento. Havia uma dimensão social em suas escolhas, uma preocupação com o acesso e com as oportunidades oferecidas aos estudantes.

É por isso que sua história pode ser lembrada não apenas pelo que fez como secretário, professor ou pesquisador, mas também pelas relações que construiu e pelas pessoas que tiveram suas vidas atravessadas por sua trajetória.

Gratidão

Diante da partida de Baltazar, talvez a palavra mais adequada seja gratidão.

Gratidão por uma vida dedicada à educação de Oeiras e à educação de modo geral.

Gratidão pelo professor que ensinou, pelo gestor que criou e colocou projetos em prática, pelo pesquisador que produziu conhecimento e pelo educador que ajudou a formar outras gerações.

Gratidão também por sua contribuição social, especialmente por ter compreendido que a educação precisa alcançar diferentes realidades e criar oportunidades para aqueles que mais precisam.

E gratidão daqueles que tiveram o prazer de conviver com Baltazar, compartilhar sua caminhada, aprender com ele, trabalhar ao seu lado ou simplesmente desfrutar de sua amizade e de sua companhia.

Sua história permanece nas escolas, na universidade, nos projetos que ajudou a criar, nos profissionais que ajudou a formar e, principalmente, na memória das pessoas.

Gratidão por toda a contribuição feita à educação. Gratidão daqueles que tiveram o prazer de conviver com Baltazar. Gratidão por sua contribuição social de modo geral, tendo a educação como um de seus principais focos.

É por tudo isso que Baltazar Campos Cortez será lembrado: pelo conhecimento que compartilhou, pela educação à qual dedicou sua vida, pela fé que cultivou, pelo amor ao próximo e pelas marcas que deixou em tantas pessoas.