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Oleiro: Um ofício em extinção em Oeiras

Oleiro: Um ofício em extinção em Oeiras
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 Dentre os vários ofícios que o mundo moderno extinguiu está o de oleiro. O profissional, que no passado era o responsável por fabricar as alvenarias para a construção das residências, instituição públicas como escolas, postos de saúde e também casas comerciais.

Muitas dessas olarias se tornaram conhecidas, sendo que a maioria estava localizada no bairro Barro Alto, saída para a cidade de Colônia do Piauí, como a do sr. Lourival Carvalho, no lugar em que hoje é a residência do sr. Chico Nunes.

No Miguel Rodrigo existiu a Olaria do sr. Miguel Oliveira e sr. Hermógenes Valentim, pai de Antônio Carlos Valentim, hoje, local de encontros e retiros da Diocese de Oeiras, o conhecido Sossego.

No Outeiro, a família Quirino também trabalhava no ramo da olaria. Por lá, atuavam o sr Quirino, Benedito Francisco, Irineu Romão, Pedro Quirino, Augusto Quirino, que eram grandes artistas no trabalho com a argila.

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Na primavera tinha a olaria do sr. Assuero César Rêgo, e na Laranjeiras a do sr.Terto. Tinha ainda na cidade a olaria do sr. Venâncio e Laudimiro e Malhada dos Melícios, do sr. Joaquim Melício da Silva.

Com o surgimento da tecnologia, aos poucos essas olarias, que abasteceram a cidade foram desaparecendo. Máquinas foram substituindo a mão de obra tradicional ao tempo em que o envelhecimento desses homens que muito contribuíram para a construção civil, fizessem com que esse ofício fosse desaparecendo, assim como a escassez do barro de cor escura para a fabricação das alvenarias.

Resiste em Oeiras a olaria do sr. José Ribeiro dos Santos que trabalha como oleiro desde o ano de 1960. Aprendeu o ofício com seu avô e trabalhou por muitos anos com seu pai Sérvulo Ribeiro dos Santos. Sua Olaria está localizada no bairro do Outeiro, às margens da rodovia que liga Oeiras a Colônia do Piaui.

Hoje, o sr. José Ribeiro fabrica poucas alvenarias, devido a baixa procura, somente por encomendas de seus familiares e amigos próximos.

Aos seu 67 anos, completos nesse dia 4 de setembro, todos os dias às 5h horas da manhã sai de casa na sua simples bicicleta em direção a sua olaria, que ele considera a sua maior terapia.

Por Jônatas Valentim

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