LABEM passa a contar com atendimento da enfermeira Márdila Freitas em Oeiras
06/02/2026 - 06:14Profissional com formação em terapia intensiva amplia a oferta de cuidados voltados à saúde da mulher
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, destacou em entrevista recente que a assistolia fetal, procedimento utilizado em casos de aborto, deve ser substituÃda por métodos menos cruéis. Gallo sugeriu a indução do parto como uma alternativa viável, especialmente após as 22 semanas de gestação.
As declarações de Gallo surgiram após representantes do CFM se reunirem com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável pela reversão da proibição da assistolia por médicos. Com essa decisão, o procedimento foi liberado novamente.
De acordo com Gallo, a assistolia fetal não apenas prejudica o feto, mas também a mulher. Ele enfatizou que a indução do parto é uma solução mais humanitária, onde o bebê poderia ser encaminhado para adoção e receber os cuidados necessários para sua sobrevivência. Gallo ressaltou a importância de um atendimento mais ágil e eficaz para mulheres vÃtimas de estupro, especialmente aquelas que descobrem a gravidez tardiamente.
Por outro lado, entidades que defendem os direitos das mulheres criticam a resolução do CFM, argumentando que ela desprotege meninas e adolescentes, colocando-as em situações de vulnerabilidade. Para essas entidades, a resolução limita as opções das vÃtimas de estupro, criando obstáculos para o acesso ao aborto legal.
É fundamental buscar alternativas que protejam tanto a gestante quanto o feto, garantindo a compatibilidade com a legislação vigente e respeitando os direitos das mulheres em situações delicadas como essa.