A historiadora, professora e pesquisadora Claudete Maria Miranda Dias lança nesta quarta-feira (2), em Oeiras, a quarta edição de Balaios e Bem-te-vis: a guerrilha sertaneja. O encontro com leitores será realizado a partir das 19h, no Auditório da Câmara Municipal de Oeiras, na Praça da Bandeira, nº 231, no Centro.
A programação terá abertura musical do bandolinista Herberth Vinícius, seguida de uma conversa da autora com o público, sessão de autógrafos e coquetel de lançamento.
A nova edição comemora os 30 anos da publicação original do livro, lançada em 1996. A obra nasceu de uma pesquisa acadêmica desenvolvida por Claudete Dias sobre a Balaiada no Piauí e, ao longo de três décadas, passou por diferentes edições, chegando agora novamente aos leitores.
O trabalho teve origem na dissertação de mestrado Movimento popular e repressão: a Balaiada no Piauí, defendida pela autora em 1985, no Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da Universidade Federal Fluminense (UFF). A pesquisa teve orientação do professor Francisco José Calazans Falcon.
A primeira edição de Balaios e Bem-te-vis: a guerrilha sertaneja foi publicada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves, em 1996. Em 2002, saiu a segunda edição, com apoio do Instituto Dom Barreto. A terceira edição, revisada e atualizada, foi publicada em 2014 pela Editora da Universidade Federal do Piauí (EDUFPI), dentro da Coleção Nordestina.
Com as edições anteriores esgotadas, a publicação comemorativa coloca novamente o livro em circulação e oferece aos leitores uma versão ligada aos 30 anos de sua trajetória editorial.
Uma leitura da Balaiada a partir do povo
Resultado de pesquisa documental e bibliográfica, o livro apresenta a Balaiada a partir da perspectiva das camadas populares envolvidas no conflito. A narrativa dedica espaço a personagens e grupos que por muito tempo tiveram pouca visibilidade nos relatos históricos, entre eles vaqueiros, artesãos, lavradores, indígenas, negros, mestiços e pessoas escravizadas.
A Balaiada ocorreu durante o período regencial do Brasil, entre 1838 e 1841, e alcançou diferentes áreas do Maranhão e do Piauí. O movimento reuniu setores populares em meio às disputas políticas, às desigualdades sociais e às tensões que marcaram o país nas décadas posteriores à Independência.
Na pesquisa de Claudete Dias, esses acontecimentos são examinados a partir das experiências de quem participou diretamente dos conflitos. O livro procura compreender as razões que levaram homens e mulheres das camadas populares a se envolverem na revolta, as relações estabelecidas entre os diferentes grupos e a repressão empregada para conter o movimento.
A escrita também aproxima o conteúdo histórico de leitores que não necessariamente estão ligados ao meio acadêmico. O livro pode ser lido por estudantes, professores, pesquisadores e pessoas interessadas na história do Piauí e nos processos sociais que marcaram a formação do Brasil.
O lançamento em Oeiras reúne literatura histórica, pesquisa e memória em torno de uma obra que há 30 anos integra os estudos sobre a Balaiada no Piauí. Para a autora, o retorno do livro às livrarias e aos leitores também representa uma oportunidade de voltar a discutir personagens populares e acontecimentos que fazem parte da formação histórica do Estado.
O evento é realizado pelo Instituto Histórico de Oeiras e pela Fundação Nogueira Tapety, com produção da Alumiar Produções e Articulações Culturais e apoio cultural da Câmara Municipal de Oeiras, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Prefeitura de Oeiras.
Serviço
Ø Lançamento da 4ª edição de Balaios e Bem-te-vis: a guerrilha sertaneja
Ø Autora: Dra. Claudete Maria Miranda Dias
Edição: comemorativa dos 30 anos da primeira edição
Ø Data: 2 de setembro de 2026
Ø Horário: a partir das 19h
Ø Local: Auditório da Câmara Municipal de Oeiras
Endereço: Praça da Bandeira, nº 231 – Centro, Oeiras (PI)
Programação:
Ø Abertura musical com Herberth Vinícius, bandolinista
Ø Conversa com a autora
Ø Sessão de autógrafos
Ø Coquetel de lançamento
Realização: Instituto Histórico de Oeiras e Fundação Nogueira Tapety
Produção: Alumiar Produções e Articulações Culturais
Apoio cultural: Câmara Municipal de Oeiras, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Prefeitura de Oeiras




